terça-feira, 23 de maio de 2017

Tirinha Nº 48: Turma do Penadinho

Diz a lenda que cama de vampiro é uma árvore. Então quando Zé Vampir foi dormir na sua cama de 3 metros de altura, não teve uma agradável surpresa. Uma das tiras de 1986 que fechavam os gibis sem ser com tira do personagem principal da revista,

Tirinha publicada originalmente em 'Mônica Nº 193' (Ed. Abril, 1986).


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Capa da Semana: Cebolinha Nº 138

Uma das raras capas do Cebolinha da Editora Abril sem alusão à história de abertura. Nela, Cebolinha confuso, sem saber se Floquinho é um cachorro de verdade, por estar soltando som de vários bichos e até buzina de carro. Por causa do seu formato, era comum situações assim com a dúvida se o Floquinho era cachorro mesmo.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 138' (Ed. Abril, Junho/ 1984).


quarta-feira, 10 de maio de 2017

HQ "Parabéns, Magali!"

Hoje, dia 10 de maio, é aniversário da Magali. Então, mostro uma história de quando ela ajudou a sua mãe a enrolar os docinhos da sua festa só com o interesse de comer antes da hora. Com 8 páginas no total, foi publicada em 'Magali Nº 128' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Magali nº 128' (Ed. Globo, 1994)

Nela, os pais estão enrolando os docinhos e salgadinhos na véspera da festa de aniversário da Magali, reclamando da correria de fazer tudo aquilo, quando aparece a Magali na cozinha, perguntando se pode ajudar porque não está conseguindo dormir com o cheiro divino de coisas gostosas.


Seu Carlito acha a ideia boa, já que enquanto a Magali ajuda, ele coloca os enfeites na sala. Dona Lili aceita e avisa que não é para a filha beliscar nada enquanto ajuda a enrolar os docinhos. Magali pergunta se não pode ser só um docinho e a mãe diz que no caso dela impossível comer um só e amanhã ela mata a vontade.


Magali acha uma tortura enrolar os docinhos na frente de tanta coisa gostosa e passa a criar táticas para ver se consegue comer. Ela pergunta para mãe o que vai ter na festa. Dona Lili diz que muita coisa como brigadeiro, cajuzinho, sanduíche de salsicha, coxinha, gelatina, bolo, entre outros. Magali comenta que é muita coisa mesmo e que vai ficar tudo gostoso porque ela cozinha muito bem e ai resolve preparar um sanduíche para comprovar isso. Dona Lili não deixa ela pegar e diz que só na hora da festa e misturar tudo antes da festa faz mal.


Enquanto enrola os docinhos, Magali pensa que faz mal nada senão como ia ser servido tudo aquilo na festa e logo vai dar um jeito de provar alguma coisa. Passam mais de 2 horas, a mãe não sai da cozinha e Magali desesperada que não comeu nada até agora. Já estavam quase terminando tudo, quando o Seu Carlito chama a esposa para ajudar a pendurar os balões.


Quando a mãe sai, Magali fica sozinha na cozinha, diz que lembra só que tem um monte de coisas gostosas em volta dela e passa a comer um pouco de cada coisa, como alguns docinhos, sanduíches, gelatinas, etc, que nem dar para notar a diferença que foi comido. Magali sai da cozinha, avisando que vai dormir porque já ajudou bastante. Dona Lili corre para cozinha para ver se a filha comeu alguma coisa, mas não deu para ver a diferença por ser muita coisa e espera não ter comido nada.


Chega o dia do aniversário e Magali amanhece se queixando com muita dor de barriga. Dona Lili pergunta se ela comeu alguma coisa na noite anterior e Magali diz que uns 5 de cada coisa. A mãe dá bronca, dizendo que não era para comer só na hora da festa e Magali diz que não sabia que ia fazer diferença e pergunta se não vai mais ter festa. Dona Lili diz que vai e no final a festa é no quarto em volta da cama com os amigos comendo de tudo e Magali só tomando chá de folhas de goiaba e a mãe lembrando que quando a gente exagera na comida, dá dor de barriga, mas só no dia seguinte à festa.


História muito divertida mostrando uma Magali interesseira em ajudar só para comer as coisas da sua festa de aniversário. E ainda mostra o clima de uma véspera de aniversário e a trabalheira que dá para fazer uma festa. Engraçado ver suas táticas para tentar comer. Como desobedeceu à mãe, acabou tendo o castigo de ter dor de barriga bem no dia da festa, coisa que podia ter evitado se tivesse obedecido. Ou seja, ela aprendeu a lição da pior forma possível. 


Era comum histórias assim de mostrar as lições de moral a partir dos erros e atitudes incorretas. Gostava bastante quando acontecia isso. Eles gostavam também de dar castigo para Magali com ela com dor de barriga. Várias vezes ela se deu mal assim por causa da sua gula, como já mostrei AQUI nessa história. Os traços muito bons e caprichados, como de costume na época. Capa do gibi com piadinha de aniversário, mas sem alusão à história de abertura, bem comum também.


Essa foi a primeira história da Magali de aniversário dela e, assim considerada, clássica, tanto a história como o gibi. Em 1994 os personagens começaram a ter data fixa de aniversários e desde então todo ano tem histórias de aniversário nos gibis nos seus respectivos meses. No início era legal, por ser novidade e terem mais ideias criativas, às vezes eram até gibis quase inteiros comemorativos (nessa edição foram 3 histórias com aniversário da Magali), mas depois ao passar dos anos isso se tornou cansativo, por todo ano ser a mesma coisa de ter história de abertura sobre o tema. Se fosse só de vez em quando ai sim seria interessante.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Capa da Semana: Cascão Nº 142

Uma capa com Cascão e os meninos em uma corrida de carrinhos e o Cascão nem se importando de que não ganhou corrida, só feliz com o seu carro soltando muita poeira do jeito que gosta. Hoje seria impublicável por fazer apologia à poluição de automóveis.

Capa dessa semana é de 'Cascão Nº 142' (Ed. Globo, Junho/ 1992).


domingo, 30 de abril de 2017

Magali Nº 53 - Editora Globo


Em junho de 1991 chegava nas bancas o gibi 'Magali Nº 53'. Nessa postagem faço uma resenha de como foi esse gibi.

Tem uma capa muito caprichada com a Magali escalando uma montanha na intenção de pegar o ovo que a urubu estava chocando para fazer ovo frito. O gibi teve 6 histórias no total, incluindo a tirinha final. Como histórias de secundários nessa edição foram com Dudu e Mingau, como era a particularidade nos gibis quinzenais da Magali. A do Dudu teve participação da Magali e na do Mingau, não.

Abre com a história "Magali e o saco sem fundo",de 13 páginas. Nela, Magali faz malcriação no supermercado quando pede um saco de bala para a sua mãe, Dona Lili, após ela ter enchido o carrinho com tudo no mercado. Uma senhora ouve a malcriação e fala para Magali que se continuar assim, o homem-do-saco vai levá-la, junto com todas as outras crianças malcriadas. O saco é sem fundo e as crianças não saem nunca mais de lá. Magali não acredita na história e depois que Magali vai embora com a mãe, a senhora, que na verdade é uma bruxa, sai voando pela janela para contar tudo para o seu primo Fredregunço, o homem-do-saco.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Depois, Magali comenta com a Mônica na rua que a mãe não deixou levar umas balas do mercado, fez birra lá e não adiantou. Mônica imagina que ela já tinha comprado o mercado inteiro e fala que devia ser mais obediente com a mãe, assim como ela é com seus pais. Nessa hora, aparece o Fredregunço e pergunta qual delas é a Magali. Ela se apresenta e ele taca o saco em cima dela para colocá-la dentro. Mônica exige que solte a amiga e o homem-do-saco pergunta se ela é a Mônica de Sousa. e acaba carregando também por ter desobedecido o pai por ter assistido televisão até tarde.

Dentro do saco, as duas encontram todas as crianças malcriadas do mundo que o homem-do-saco tinham levado, comandadas por  Pedrinho Faisasartes, que havia posto fogo nas cortinas de casa e ainda fica surpreso quando descobre o motivo delas estarem lá dentro, achando o homem-do-saco cada vez mais exigente. Ele diz que ninguém sai mais do saco depois que entra e ficam brincando o tempo todo, inventando jogos para passar o tempo. Eles brincam juntos, até que Cebolinha e Cascão entram no saco também. Cebolinha por não ter arrumado o quarto que a mãe pediu e Cascão por ter jogado futebol na sala sem a mãe saber.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Depois dos meninos descobrirem sobre a história do homem-do-saco e que não vão mais sair de lá, as crianças brincam para valer, mas quando lembram que vão ficar lá para sempre ficam emocionados de que nunca mais vão ver os pais e dariam tudo para voltar para casa. Nessa hora, desperta a fome incontrolável na Magali por ter ficado horas sem comer e ainda fica mais desesperada por saber que não tem nem pirulito e sorvete lá. Ela fica nervosa demais, socando tudo que encontra e o Cascão suando muito de nervoso, faz com que a Magali encontra o fundo do saco e consegue rasgar com o braço e libertar todas as crianças de lá.

No final, o Fredregunço fica inconformado que o saco mágico ficou inutilizado e ver se arruma uma nova profissão, quem sabe como ajudante de Papai Noel especializado em saco. As crianças voltam para suas casas e prometem não fazer mais artes e fazerem o que os pais mandaram antes de entrarem no saco. Mônica vai ver a Magali na casa dela e a vê comendo muito para compensar o tempo que ficou sem comida e a Mônica comenta que a Magali que é o verdadeiro saco sem fundo, se referindo ao estômago da amiga que nunca fica saciada.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Essa história é muito boa, um clássico da Magali, que faz alusão à lenda do homem-do-saco que carregam crianças desobedientes. Tudo indica que foi roteiro de Rosana Munhoz, por se tratar de fábula, magia, e sem contar que saíam muitos histórias da Magali dela na época. Os traços excelentes, com direito à curva nos olhos dos personagens com raiva ou só um um risco nos olhos quando estavam emocionados demais e interessante ver fundo preto em quase toda a história, o que é raro nos gibis da MSP, só quando retrata escuridão total como foi nessa. Até capas de fundo preto era bem raro.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Em seguida vem "Dudu Comilão", de 3 páginas. Nela, Dona Cecília, mãe do Dudu serve o almoço para o filho e diz que vai ficar uma semana sem assistir televisão se não comer tudo. Ela sai e ele come tudo bem rápido e pede mais. Dona Cecília fica feliz e serve outro prato e ele come tudo de novo e por mais uma vez. na quarta vez, a comida acaba e Dudu reclama que logo hoje que estava com fome de leão. Debaixo da mesa, Magali diz que não tem problema porque já estava satisfeita, entregando, assim, o plano infalível do Dudu. Dona Cecília o deixa de castigo e ele vai na janela e comenta com o Cebolinha que o plano dele não deu certo, ao ver o Cebolinha e Cascão surrados pela Mônica. 

História do tipo de outros personagens criarem seus planos infalíveis sem ser o Cebolinha, mas sempre se dando mal no final, a seu modo. Magali que exerceu a função do Cascão de estragar o plano do Dudu. De certa forma, a ideia central não deixa de ser semelhante à história "Aluguel de barriga", que Magali também ficou embaixo da mesa pra comer o almoço do Dudu, que sairia 3 edições depois, em 'Magali Nº 56', de 1991.

Trecho da HQ "Dudu Comilão"

"Só um pouquinho", história muda de 2 páginas, com Magali dando um pouco de pipoca para os bichos que encontra na rua. Ela dá pipoca pra passarinhos, gato, cachorros e vai ao zoológico para não ficar sem a pipoca, já que lá não pode alimentar os animais. A seguir, a história completa:

HQ "Só um poquinho"

Em "Come-come", de 3  páginas, Magali joga com seus amigos jogos que lembram comer peças adversárias. Com o Dudu ela joga damas, com a Mônica videogame Come-Come e Franjinha, xadrez. Com todos, Magali come tudo, uma especialista em comer peças e seus amigos ficam até assustados com a sua façanha. Quando chega em casa, Dona Lili diz pra filha que o almoço vai ser servido e ela diz que não vai comer porque está com sensação de estar satisfeita, já que "comeu" várias peças dos jogos. Só assim para ela ficar empanturrada sem comer nada real.

Trecho da HQ "Come-Come"

O gibi termina com "A travessia", uma história do Mingau de 7 páginas, em que ele vê um prato de peixe esfriando na janela enquanto está passeando na rua e deseja ir até lá para pegar o peixe, mas não conta que tinha um cachorro grande e brabo tomando conta da casa. O cachorro não deixa pegar o peixe e avança nele e ai Mingau passa a fazer várias tentativas para conseguir. 

Trecho da HQ "A travessia"

Primeiro tenta fazer acordo com o cachorro para pegar o peixe e repartir com os 2. O cachorro não aceita e ainda tenta bater no Mingau com um osso gigante. Depois, Mingau se equilibra no varal de roupa até tentar chegar na janela e ainda dá um "adeuzinho" para o cachorro enquanto faz a travessia pelo varal, dizendo que ele é mais esperto. O varal arrebenta, Mingau cai, o cachorro ataca e Mingau sai em disparada. 

Depois, Mingau tenta pegar o peixe fazendo um salto de vara, mas quando chega na janela, a dona da casa fecha e Mingau bate de cara na janela e ainda é atacado de novo pelo cachorro. No final, Mingau vai para casa tomar seu leite e impede de um rato pegar um queijo que estava na mesa, fazendo a mesma coisa que o cachorro fez com ele.

Trecho da HQ "A travessia"

História muito bacana, lembra muito desenhos animados como Tom & Jerry, Pica-Pau, Pernalonga, etc. Gostava de histórias assim do Mingau na rua, contracenando com seus amigos gatos ou cachorros valentões. Hoje em dia, colocariam o Rúfius no lugar desse cachorro valentão. Em vez de criarem um cachorro diferente para cada história, como era na época, passaram agora a padronizar só o Rúfius com essa função de cachorro mais brabo da rua. Traços sensacionais, adorava o Mingau desenhado assim desse jeito.

Trecho da HQ "A travessia"

Na tirinha final, Cebolinha diz que tem uma surpresa para a Magali que está na sua mão fechada. A intenção era ela adivinhar o que era antes, mas avança na mão para comer, sem nem saber o que era, se era algo pra comer mesmo. Muito engraçada.

Tirinha da edição

Como podem ver um gibi muito legal, bem característico como era os gibis da Magali na época. Sempre com foco à característica da Magali de sua fome exagerada e pensar em comida o tempo inteiro. E histórias do Dudu e Mingau como secundários fixos se tornava mais legal os gibis dela. Os traços de todas as histórias muito bons, principalmente as de abertura e do Mingau. Vale a pena ter esse gibi na coleção.