segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Chico Bento: HQ "Chico de castigo"

Compartilho uma história em que o Chico Bento ficou de castigo na escola e resolve pescar  dentro da sala de aula mesmo enquanto tava de castigo. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 26' (Ed. Abril, 1983) e republicada em 'Almanaque do Chico Bento Nº 11' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Chico Bento Nº 11' (Ed. Globo, 1990)

Começa com Professora Marocas deixando o Chico Bento de castigo por não ter feito a lição. Ele vai para uma cadeira reservada perto da janela enquanto a classe toda ri da cara dele. 


Chico fica sentado e faz cara de triste para ver se a professora fica com pena e o tire do castigo. Marocas faz cara feia e bem braba quando ele pede se pode sair do castigo e ele fica sem graça e se perguntando como ela aprendeu a fazer aquela cara. 

Em seguida, ele olha para a lagoa de fora da escola cheia de peixe e fica com vontade de pescar e diz que dava de tudo para ter uma varinha de pescar, quando surge o Zé Lelé vindo de uma pescaria com vara cheia de peixes. Chico pede emprestado a vara de pescar emprestada a ele e começa a pescar escondido lá dentro da sala mesmo já que o fio da vara alcançava perfeitamente à lagoa.


Professora Marocas estranha de Chico virado para janela e com uma mão para fora e manda olhar para frente. Então, ele fica de meio olhar para dentro da sala e meio para fora. Marocas fala para ele deixar as 2 mãos para frente e aí ele coloca a varinha nas suas costas. Enquanto Marocas fala que ele não é um mau menino, mas precisa leva rumas broncas para aprender, ele apronta pescando de costas com esperança que algum peixe morda a isca. 


Um peixe morde e faz o Chico balançar a cadeira e Marocas pergunta se ele tem alguma coisa e responde que não. Logo, um peixe enorme avança no peixe menor na vara e Chico e Chico bate forte na janela. Marocas se assusta e vê que ele está tremendo e pensa que é do sistema nervoso por estar de castigo. Ela fica com pena e fala que pode sair do castigo. Ela o segura nas mãos para levar até o seu lugar na sala, pedindo para ficar calmo quando a vara o puxa para traz de novo.


Marocas fica braba e puxa o braço do Chico ordenando que ele volte para o lugar dele para ela não se sentir culpada e vai voltar nem que seja á força. Quando um peixe gigante ataca o outro peixe da isca e aí a forçado peixe faz Chico e Marocas avançarem para fora da janela indo parar na lagoa. Chico aproveita para pescar em cima da cabeça da professora, que fica quase se afogando na lagoa, falando para o peixe que não vai escapar por não conhecer o Chico pescador. E consegue colocar o peixe para fora da lagoa comemorando que pegou, quando Marocas o puxa pela orelha falando que pegou também.


No final, um tempo depois, Seu Bento, pai do Chico, pergunta para o Hiro que estava descansando em frente a uma árvore, se não tinha visto o Chico. Hiro fala que etá tirando foto com a professora. Quando Seu Bento chega lá, vê Maroca segurando o filho pela camisa e o peixe, todos molhados, tirando foto lambe-lambe, afinal pescador tem que mostrar para posteridade fotografia do que pescou.


História engraçada demais com o Chico tentando pescar enquanto estava de castigo. Cada artimanha que ele fez só para ter o que fazer durante o castigo. Engraçado vê-lo pescando só com uma mão e depois com a vara de pescar nas costas. Na postagem a coloquei completa. Do tempo que ele era um mau aluno e vivia atazanando a professora Marocas e aí saía histórias incríveis como essa. 

Completamente incorreta, já começando o fato de professora deixar Chico de castigo, além do buylling da turma rir da cara dele por conta disso, do Chico aprontar com a professora, pescar durante a aula, e a professora puxar orelha dele no final. Histórias de pescaria também são evitadas hoje por estar maltratando peixes. Então, nunca mais terá uma história assim na MSP.


Os traços muito bons, bem caprichados e com certos movimentos principalmente do Chico pescando na lagoa, dando estilo de desenho animado. Foi republicada novamente depois em 'Coleção Um Tema Só - Chico Bento Pescaria" (Ed. Globo, 1997), de onde tirei as imagens da publicação. Uma curiosidade do código de indicação de história da primeira página fazer referência ao 'Almanaque do Chico Bento Nº 11', de 1990, em vez de colocar que é uma história da Editora Abril, que no caso teriam que colocar que era de 1997. Abaixo, a capa desse 'Coleção um Tema Só Nº 17'.

Capa de 'Coleção um Tema Só Nº 17' (Ed. Globo, 1997)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Magali: HQ "A grande promoção"

Mostro uma história em que a Magali queria achar um cupom a todo custo para participar do sorteio das paçocas "Farelo feliz". Com 9 páginas no total, foi história de abertura de 'Magali Nº 202' (Ed, Globo, 1997).

Capa de 'Magali N º 202' (Ed. Globo, 1997)

Escrita por Emerson Abreu, começa com Magali vendo um papo do Xaveco e Jeremias que o Cascão vai ficar milionário, comprar um time de futebol e virar celebridade com entrevista no "Xô Onze e Meia". Magali não entende nada e eles explicam que o cascão ganhou um cupom pra participar do sorteio das paçocas Farelo Feliz e iria ficar milionário com o prêmio.


Magali acha isso absurdo e quer ver o cupom. Xaveco e Jeremias não deixam ela ver alegando que são guarda-costas do Cascão e ninguém vai ver o cupom. Magali diz que o Cascão nem foi sorteado ainda e os meninos falam que gente invejosa não pode ver ninguém subir na vida que já começa a criticar e resolvem ir embora, com o Cascão já planejando ter um pônei.


Magali fala são uns bobos, que nem queria o cupom, e logo depois um menino pede uma paçoca "Farelo Feliz" para um ambulante e encontra um cupom. Magali fica espantada com isso, mas não dá o braço a torcer pra comprar a paçoca, falando ao ambulante que não quer o cupom por ele ser bobo. Logo depois, aparece Mônica comentando sobre o sorteio de prêmio surpresa das Paçocas Farelo Feliz, e então Mônica, Denise e Cascuda pedem a paçoca e as 3 ganham o cupom,  deixando Magali passada e sai correndo para não comprar as paçocas.


Chegando em casa, Magali pega moeda e vai ao ambulante para comprar  a paçoca escondida. Aí, ele diz que acabou por todo mundo tá comprando por causa da promoção. Magali fica desesperada, querendo participar a todo custo. O ambulante dá sugestão de ir à padaria e ela vai correndo a jato. Chegando lá, ela pede uma paçoca, mas não veio o cupom, come e pede outra e nada. Come 15 paçocas e nada de cupom. Cebolinha chega e pede uma e ganha o cupom. Magali fica revoltada e compra todas as paçocas do bairro carregando em um carrinho de mão.


Depois sua mãe, Dona Lili, pergunta o que aquele carrinho de mão está fazendo na sala e encontra a filha debaixo de vários papéis de paçocas. Magali diz que já está com barriga doendo e enjoada de comer tanta paçoca e não encontra o cupom do sorteio. Dona Lili diz que tem um cupom no bolso por ter pego uma paçoca de troco quando foi à padaria de manhã cedo e então Magali desmaia.


No final, Mônica e Cebolinha vão até em frente a casa da Magali, perguntam se lembra da promoção das paçoca "Farelo Feliz" e ela conta que sim e que ainda estava se recuperando de uma dor de barriga e não aguenta ver paçoca na sua frente, e então eles contam que tem 2 notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que ela foi a vencedora da promoção e a ruim que o prêmio era um caminhão lotado de paçocas farelo Feliz, deixando , assim Magali desesperada.


Uma história legal, mostrando uma promoção contagiando o bairro do Limoeiro todo com um prêmio surpresa. Interessante ver a teimosia da Magali resistindo a participar de promoção por todo mundo estar participando, dando uma de Do Contra, e quando resolve, todos encontram o cupom, menos ela, deixando irritada com isso. Foi inspirada no filme "A fantástica Fábrica de Chocolates", de 1971. Legal a paródia "Xô Onze e meia" se referindo ao programa "Jô Soares Onze e meia".


Essa foi uma das primeiras histórias do roteirista Emerson Abreu escrita para Magali, era um estilo diferente do que adotou um tempo depois, hoje dá até pra estranhar tipo uma história dele com poucas tiradas e tão curta assim, mas também o gibi era quinzenal de 36 páginas e não dava para prolongar muito. Dá pra notar diferença nos traços e sem caretas, o que torna muito legal. Nessa, foi só a Magali de língua de fora já no final quando descobriu que foi a vencedora da promoção.


Nas histórias dele de 1997 e 1998, eram no máximo, o personagem com cara de espanto esticando as mãos ou de língua de fora bem discreta quando o outro contava uma piada, o que chegou a ter questionamentos do povo no início da internet de porque os personagens ficavam com tanta língua de fora, mas nada que prejudicasse as histórias nesses momentos. Tudo era bem de leve e aos poucos foram inserindo as caretas nas histórias ao longo dos anos. 


Independente de personagens com caras de espanto e línguas de fora, os traços era bacanas, os últimos bons da MSP, e eram colocados mais em histórias de aberturas e não só em histórias do Emerson. Também foi a primeira que apareceu em suas histórias que o Cascão queria ter um pônei, depois acrescentando ao longo dos anos que tinha que ser um pônei cor-de-marmelo, o que conseguiu somente em 'Cascão Nº 35' (Ed. Panini, 2009). Essa história ainda foi lembrada, tendo referência em 'Magali Nº 500' (Ed. Panini, 2015), sendo então marcante pra MSP.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 216

Uma capa incorreta com o Nhô Lau dando tiro na árvore e flagra o Chico Bento escondido comendo as goiabas deles. Na certa já desconfiava que o Chico estava lá. Engraçadas as caras dos dois nela.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 216' (Ed. Globo, Maio/ 1995).


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tirinha Nº 51: Mônica

A força exagerada da Mônica sempre foi bem explorada nos gibis, principalmente em tirinhas. Nessa, o espirro da Mônica é tão forte que faz arrastar e sumir tudo o que estava na sua frente. Muito boa.

Tirinha publicada originalmente em 'Mônica Nº 19' (Ed. Globo, 1988).


domingo, 3 de setembro de 2017

Piteco: HQ "A Procura do Fogo"


Mostro uma história em que o Piteco precisou enfrentar homens de outra aldeia para conseguir levar fogo para a Aldeia de Lem. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1990)

Começa com um prólogo com narrador-observador explicando sobre a importância do fogo para os homens pré-históricos como comer churrasco de dinossauro, peixe assado, se aquecer no frio, afugentar animais perigosos entre outras coisas e o pior inimigo do fogo é a água.


De repente começa a cair um dilúvio na Aldeia de Lem, causando uma enchente braba que faz as paredes da caverna do Piteco rachar justamente aonde estava a sua tocha com o fogo. A água carrega tudo pela frente, causando uma enchente braba na região. Todas as cavernas ficam inundadas com seus moradores só com a cabeça de fora em cima d'água.


No dia seguinte, o dilúvio acabou e aparece a Thuga pedindo emprestado a tocha do Piteco porque o fogo da caverna dela apagou. Piteco diz que o dele acabou também e logo percebe que a aldeia toda estava sem fogo por causa do dilúvio. Então, Piteco resolve sair à procura de fogo em outra região.

Piteco, então, percorre caminho longo, subindo montanhas, nadando em rio, atravessando ponte com abismo até que consegue avistar fumaça e quando chega vê que eram três homens mal encarados de outra ladeia em volta de uma lareira . Piteco pede o fogo deles porque a aldeia deles ficou sem e um deles pergunta o que ganhariam com isso. Piteco diz que a eterna gratidão e eles falam que só se o Piteco der mil machadinhas.


Piteco diz que não tem essa grana, mas que pode conseguir o fogo na marra e parte para brigar com os homens. Como eram 3 contra 1, Piteco acaba perdendo a briga e eles ainda jogam o Piteco em cima da fogueira fazendo com que queime a sua bunda. Piteco sai em disparada com fogo saindo na sua bunda, mas apesar de tudo ele aproveita para colocar o fogo em um graveto que encontra no caminho e consegue levar para sua aldeia.

No final, Piteco chega à Aldeia de Lem e Thuga o chama para ver o que o garoto Quico descobriu assim que o Piteco saiu. Era só juntar uns gravetos, pegar 2 pedras e bater uma na outra que eles conseguem o fogo que quiser e Piteco chora porque se aventurou e enfrentou vários perigos à toa.


Uma história legal mostrando como o fogo era importante pro povo de Lem e como fez falta para eles depois de um dilúvio. Piteco passou grande sufoco enfrentando os homens da outra aldeia. Era comum histórias assim com Piteco líder, precisando enfrentar perigos para ajudar ao povo de Lem. E ainda foi informativa explicando sobre fogo.


A Pré-História do Piteco era bem moderna com várias coisas do mundo atual só que adaptadas à Pré-História, como nessa que dinheiro deles era machadinhas. Invenções à frente do seu tempo e que  nas histórias seriam exclusivas criadas por eles. Antes qualquer um podia inventar coisas em Lem sendo que o Piteco era quem mais inventava e a partir de 2007 esse serviço ficou exclusivo ao Beleléu, personagem criado em 1980 que ficou esquecido por muitos anos e foi voltou em forma definitiva a partir de então. 


Teve detalhe do título só aparecer na segunda página da história, com a primeira aparecendo narrador observador explicando sobre o fogo. Era comum isso de narrador na história com um prólogo pra entender melhor a história antes de começar, além de títulos aparecerem em qualquer parte da história, desde no meio da primeira página e às vezes o título aparecendo só final. Ela teve seus momentos incorretos com personagens sofrendo com dilúvio e enchente, Piteco com bunda queimada pelo fogo, o que dificilmente fariam história assim atualmente.


Os traços muito bons e caprichados, os homens até que seguiram um estilo diferente da MSP. Pena que dessa vez não apareceu prego na clava do Piteco. Embora prevalecia na época o prego na clava. mas uma vez ou outra não aparecia, de acordo com desenhista. As cores ficaram bacanas e gostava os gibis com papel oleoso como foi esse da Mônica. Mudavam sempre as cores e papéis na Editora Globo, algumas vezes pra melhor, outras para pior.