sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Chico Bento 50 Anos


Lançado em 2012, "Chico Bento 50 Anos" foi o terceiro livro da MSP em comemoração aos 50 anos dos personagens. Foi lançado com 1 ano de atraso, já que, na verdade, o Chico Bento foi criado em 1961.

A capa é uma releitura de Chico Bento # 1 (Ed. Abril, 1982), com a Rosinha no lugar do Zé da Roça e Zé Lelé. Assim como os outros livros "50 Anos", esse tem capa dura, 160 páginas, mostra página de apresentação, algumas capas "Nº 1", evolução dos traços, curiosidades, republicações de histórias e uma inédita no final em estilo mangá.

As capas clássicas só colocaram das mensais e dos almanaques "nº 1" de cada editora, dos livrinhos de tiras e dos "Classicos do Cinema". Não colocaram nem capa do "Gibizinho do Chico Bento" # 4 e nem Coleção Um Tema só" # 2 (que foram o primeiro do Chico desses títulos). 

Em relação às curiosidades, foi a edição que teve mais coisas relevantes até agora. Mostrou algumas tirinhas clássicas dos anos 60, a primeira página semanal do Chico de 1964 no jornal Folha de São Paulo e a primeira aparição do Zé Lelé que foi em Mônica # 52 (Ed. Abril, 1974). Porém, colocaram isso tudo em uma página só, tudo em tamanho pequeno que não dá pra ler nada.

Curiosidades: apenas 1 página

Isso tudo ocuparam 7 páginas do livro. Pelo certo, tinham que colocar, no mínimo, uma página inteira só com tirinhas e as imagens mostradas nas curiosidades deviam ser em tamanho natural e também cada curiosidade em uma página inteira. As tirinhas, inclusive, deviam fazer um livro "As Tiras clássicas do Chico Bento", no mesmo molde dos livros "As Tiras Clássicas" da Panini com a Turma da Mônica e com o Pelezinho, mostrando todas as tiras do Chico em ordem cronológica desde 1961.

A relação das histórias republicadas nele, com o número da edição e ano de cada foram essas:

  1. Os defensores da mata (CHB # 5, Ed. Abril, 1982)
  2. Era uma vez... (CHB # 11, Ed. Abril, 1983) 
  3. Chuva na roça (CHB # 10, Ed. Abril, 1982) 
  4. Eu faço melhor! (CHB # 44, Ed. Abril, 1984) 
  5. Amor verde (CHB # 81, Ed. Globo, 1990)
  6. Nas últimas (CHB # 82, Ed. Globo, 1990) 
  7. Será que valeu a pena? (CHB # 89, Ed. Globo, 1990) 
  8. Na roça é diferente (CHB # 184, Ed. Globo, 1994) 
  9. Canta, passarinho!  
  10. E o sol não apareceu (CHB # 361, Ed. Globo, 2000) 
  11. Sarve a roça (CHB # 362, Ed. Globo, 2000) 
  12. O bicho homem (CHB # 437, Ed. Globo, 2004)
  13. Os meus, os seus, os nossos amigos! (CHB # 38, Ed. Panini, 2010) 
  14. O gênio da lamparina (CHB # 40, Ed. Panini, 2010)
  15. A chuva de todos nós (CHB # 41, Ed. Panini, 2010)
  16. Cuidado com os filhotes (CHB # 46, Ed. Panini, 2010)
  17. Chico 50 anos (inédita, com o Chico Bento "Moço")

Ficou muito a desejar essa seleção de histórias. Como deu para perceber, só tiveram histórias a partir de 1982, quando o Chico ganhou revista própria. Prevaleceram histórias de finais de década, dos anos de 1990, 2000 e 2010. Nenhuma história dos anos 70 que saiam nas revistas da Mônica e do Cebolinha para gente comparar a evolução dos traços a partir daquela época. Essa história de estreia do Zé Lelé que foi citada nas curiosidades tinha que estar completa no livro e não só esse trecho da primeira página em miniatura que nem dá pra ler. 

Em livros desse porte, a gente sempre procura histórias que mostrem todas as características dos personagens e presença de todos que contracenam com eles, além de histórias que mostrem a evolução dos traços. Não precisa necessariamente histórias clássicas, já que sempre vai faltar alguma que marcou a gente, mas que elas tenham as características e mudanças dos traços ao longo dos anos são fundamentais. E infelizmente não foi o que aconteceu nesse livro. 

Contracapa

A gente sabe que o Chico tem várias características marcantes. Temos o Chico preocupado com a natureza, o preguiçoso, atrapalhado, lerdo, avoado, inocente, e tantas outras, além de contracenar com vários outros personagens. Porém, boa parte desses universos ficou de fora, ficando restrito mesmo a temas de Ecologia. Ficou tudo muito repetitivo e didático.

Faltaram histórias do Chico contracenando exclusivamente com os pais, com o Hiro, com o Nhô Lau (só aparece no quadrinho final da história "Sarve a Roça"), com a Vó Dita e vários outros núcleos. Não tivemos histórias do Chico com ciúme da Rosinha com o Genezinho, alguma dele aprontando na escola, etc. Achei absurdo o Hiro não aparecer nesse especial. E todas com traços bem parecidos uma das outras.

Foram apenas 4 histórias da Editora Abril e todas ecológicas. "Era uma vez" e "Chuva na Roça" são clássicas e mereciam estar sim, mas "Os defensores da mata" não acho. Tem melhores seguindo esse nível ecológico ou mesmo filosófico e bem mais clássicas do que essa que ficaram de fora, como "Chico, 7 Anos" (CHB # 2, de 1982), "Uma casa para o Chico" (CHB # 17, de 1983), "Parece outro" (CHB # 65, de 1985), "O Rezador" (CHB # 67, de 1985) e "Canto de Liberdade - O Azulão" (CHB # 80, de 1985), entre outras.

Trecho da HQ "Era Uma vez" (1983)

Nas histórias da Globo, colocam 3 histórias de 1990 e não colocam a história da irmãzinha do Chico que morreu, "Uma estrelinha chamada Mariana" (CHB # 87, de 1990), e nem "Pôu In  Roça" (CHB # 95, de 1990) que mereceriam estar. Um absurdo não colocarem a história de 1990 da Mariana, já que é um clássico que não tinha que ficar de fora de jeito nenhum. Dessas 3 de 1990, foram 2 ecológicas, sendo que em "Amor verde", o Chico quase não aparece. 

Só 2 histórias do livro todo que fogem do tema ecológico e tem humor. "Nas últimas", em que o Chico fica doente e o Zé Lelé tem que buscar o exame médico e se confunde com o exame da escola e pensa que o Chico vai morrer (sem dúvidas essa de 1990 é a melhor do livro), e "Na roça é diferente". Mesmo o enredo desta sendo o Chico mostrando para o primo como se vive na roça que à princípio seria chato, mas diferente das outras histórias desse livro, é engraçada e boas tiradas; engraçado, por exemplo, ver o Zeca tirando leite da vaca e dando tapa na galinha para colher os ovos. Essas são as únicas que dão pra rir um pouco nesse livro.   

Trecho da HQ "Nas últimas" (1990)

Falando no primo da cidade, ele aparece em 4 histórias e 3 são voltadas para o lado ecológico. Não tiveram histórias do Chico na cidade do nível de humor que a gente gosta, de um caipira que conhece a cidade pela primeira vez. Podiam colocar: "Disque Chico pra pirar" (CHB # 5, de 1987), "No elevador" (CHB # 45, de 1988) , "No restaurante" (CHB # 51, de 1988), no zoológico - "Chicológico" (CHB # 129, de 1991), "Semana na praia" (CHB # 181 - Ed. Globo, 1993), "No shopping" (CHB # 215, de 1995), etc. Todas muito engraçadas. Qualquer uma dessas iria ser ótimo.

Colocaram também umas 3 histórias do ano 2000, uma mais chata que a outra. Não gostei, principalmente de "Sarve a Roça", também ecológica com o primo. As piores histórias desse especial foram a da escola ("O bicho homem"), porque sempre é triste ver o Chico como bom aluno lendo redação ecológica; "Canta, passarinho", que na verdade é uma história do Zé Lelé, e não do Chico; e, principalmente, a do "Gênio da lamparina".

Inclusive, "Gênio da lamparina" é uma história de 2010! E tem mais outras 3 também de 2010, e a última para piorar é muda! Como o livro é de 2012, foram só 2 anos para serem republicadas. No lugar, tinham que colocar histórias mais antigas, no máximo até 2007, o limite que era permitido republicações em 2012. Aproveitaria para explorar outras características do Chico que faltaram, outros personagens que não apareceram. No lugar de tantas histórias de 2010, podiam ter colocado: "Doutor Chico" (CHB # 54, de 1989), "Ai! Robaro minha oveia" (CHB # 115, de 1991), "Leitinho incrementado" (CHB # 122, de 1991), "Reunião de pais e mestres" (CHB # 175, de 1993), "Aluno-problema" (CHB # 188, de 1994), "Pé-de-valsa" (CHB # 228, de 1995) e "Disque Roça" (CHB # 297, de 1998), entre tantas outras.

Trecho da HQ "Será que valeu a pena?" (1990)

O livro termina com a terrível história em mangá que insistem em colocar nesses livros. Na época fizeram tanta divulgação que seria estreia do Chico Bento Moço, além de ser longa, ela  protagonizada pelo pai, Seu Bento, com 50 anos de idade, que relembra os momentos que o Chico passou quando criança, e o Chico Moço só aparece em 3 quadrinhos no final. Se já acho desnecessário histórias em mangá desses livros, imagine sem o Chico aparecer. Outro ponto ruim é que nem o pai fala em caipirês na história. Colocaram no início que foi traduzido para o português porque o caipirês é uma língua que ninguém entende. Um absurdo.

Pelo menos foi interessante ver referências a histórias antigas como: "Chico, 7 anos" (CHB # 2, de 1982), "O Salvamento" (CHB # 32, de 1983), "O Monstro da lagoa" (CHB # 74, de 1985), "O Ovocausto" (CHB # 64, de 1989), "Estrelinha Mariana" (CHB # 87, de 1990), "Fundo do Poço" (CHB # 133, de 1992) e várias outras. Mas, sinceramente, preferia ver a maioria dessas histórias completas do que uma simples referência e ainda redesenhados em estilo mangá. Essa história em mangá foi republicada agora emm 2013 em "Chico Bento Moço zero".

Trecho da HQ "Na Roça é diferente" (1994)

Sobre alteração de histórias em relação às originais, tiveram em todas as histórias da Editora Abril onde os gerúndios eram terminados em "-ano" e nessa reedição colocaram da forma correta ("-ando"). Principalmente na história "Chuva na Roça" porque o Chico falou muito no gerúndio nela. "Oiano", "assuntano", "lavano" e tantas outras, tudo foi alterado. Interessante até a palavra "quando" dessa história foi alterada. Na original o caipirês era "quano" e mudaram para "quando", e várias outras palavras que foram adaptadas para ficar igual ao caipirês dos gibis atuais, como, por exemplo, na história "Amor Verde", que mudaram arve" para "arvre".

Abaixo, mostro algumas dessas comparações. Reparem na história "Os defensores da mata" que "árvore" mudaram para "arvre" e "fazeno" mudaram para "fazendo".

Trecho original da HQ "Os defensores da mata" (1982) 

Trecho alterado da HQ "Os defensores da mata", tirado de "Chico Bento 50 Anos"

Já na comparação de "Chuva na Roça", só nessa página dá para notar que "bonita" virou "bunita" e "oiano" virou "oiando". Tiveram várias outras alterações nessa história.

Trecho original da HQ "Chuva na Roça" (1982) 

Trecho alterado da HQ "Chuva na Roça", tirado de "Chico Bento 50 Anos"

Enfim, foi uma péssima edição, que praticamente só tem histórias ecológicas ou que transmitem alguma mensagem bonita e bons costumes. Tudo para prevalecer o atual politicamente correto dos gibis. Ficou parecendo um Almanaque Temático sobre Ecologia de luxo. Não foi uma edição do nível que o Chico merece. Só 5 que se  salvam desse livro: "Era Uma vez""Chuva na Roça", "Eu faço melhor", "Nas Últimas" e "Na Roça é diferente"

Na minha opinião, podiam deixar as ecológicas e filosóficas para as histórias da Ed.Abril, as de comédias com as histórias da Globo e colocar só uma da Panini de 2007, se fizessem tanta questão de ter alguma da Panini. Desses especiais "50 Anos", por enquanto só valeu o do Bidu

33 comentários:

  1. Igual um almanaque bimestral do Chico nas bancas...só que em papel melhor e em capa-dura!! kkk

    Ainda não tenho esse(Só Cebolinha e Cascão 50 anos)....mas quem sabe!?

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    1. Gostei desse comentário do Xandro. É isso mesmo. Não passa de um almanacão caro. Comprei pelo valor histórico e apego ao personagem. No geral, achei um bom livro, pelo aspecto comemorativo. Nunca compro esses livros 50 Anos esperando muita coisa. A seleção de histórias sempre é precária e não agrada muito.

      Apenas duas historias são clássicas. O restante é supérfluo. Mas, ao menos, colocaram essas duas histórias.

      Sobre a HQ em formato mangá, já fui contra. Não gosto. Com o tempo, achei normal a atitude do MSP em inserir, numa edição comemorativa, esse aspecto da evolução do personagem. E, claro, divulgar esse seu "produto". Mas essas tramas mangalizadas deveriam, ao menos, ocupar menos páginas. No caso da do Chico, gostei da história; é bonita, apenas. Então, ao menos, não foi tanto desperdício de folha. Ah, e as referências presentes na história foram legais, dando uma retrospectiva de momentos antológicos.

      Na boa, esses especiais nunca agradarão. E, pior, dificilmente agradarão a muitos leitores de uma vez. Mesmo que o esforço fosse grande na seleção de boas histórias, muita gente ainda reclamaria que faltou "aquela história marcantes de tal época". Imagine, então, com uma seleção tão pífia, realizada nas coxas?

      Ao menos no Mônica 50 anos tentarão fazer um livro mais voltado a homenagens, me parece. Pode se sair melhor. Pois a outra opção seria repetir Mônica 30 Anos, o que não parece uma boa ideia.

      Ótima postagem, bem pesquisada e com ótimas referências!

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    2. Sim, Xandro. E até pior, pq os almanaques convencionais até estão republicando hqs mais antigas e mais engraçadas do q essas. Infelizmente, as alterações em relação às originais estragam.

      Quem sabe vc consegue essa edição , mas não tá perdendo grande coisa.

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    3. Kleiton, tbm acho q só vale pelo valor histórico, pq pelas hqs foi péssimo. Tbm concordo q esses especiais nunca vão agradar todos.

      Acho q nao precisa nem ter clássicos, tinha q ser q nem o Mauricio 30 Anos: cheias de hqs de miolos, mas q mostravam as características dos personagens e as evoluções dos traços. Só isso já tava bom.

      A hq em mangá só valeu pelas referências às hqs antigas, odiei tirarem o caipirês do seu Bento nela. E concordo q tinham q ser menos páginas.

      Já Mônica 50 Anos, vão ter 2 livros. Um semelhante a esses com republicações, e outro chamado "Monica(s" com imagens dela feitas por artistas do mundo inteiro.

      O de republicações q será lançado agora na Bienal, pode ter esperanças q seja um pouco melhor. Quem sabe, o pessoal do estúdio não viu as críticas feitas aqui do Cascão e não faça algo melhor? rsrs. Se não, vai ser a mesma coisa fraca dos outros, basicamente só com hqs dos anos de 1980, 1990, 2000 e 2010 e uma mangá no final. Não espero grandes coisas desse. É aguardar.

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    4. Há! O MSP não liga para críticas! :-)

      Eu desconhecia isso sobre a Mônica. Acho interessante haver um volume apenas para pin ups!

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    5. Também acho q a MSP não liga para críticas, por isso não espero grandes coisas.

      O "Mônica(s)" por 150 artistas será lançado em novembro.

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  2. Também acho meio chato isso de alterar falas e desenhos pra se adequar ao tempo atual. Na verdade, não me importo muito, pois só compro as originais. Só compro esses especiais pelo valor histórico.

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    1. André, eu tbm procuro comprar as edições originais do q as republicações. Mas como a gente comprou esse especial, a gente vê q as falas da Ed. Abril foram todas trocadas. Não deu pra escapar nessa edição.

      Eu tbm compro mesmo esses especiais por causa da raridade, senão deixava pra lá.

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  3. Olá, Marcos, poderia me indicar boas HQs da Magali da Abril (que saíram na CHTM), com o nº da edição que saíram? Grato, Marcelo.

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    1. Marcelo, foram poucas hqs da Magali q saíram até agora na CHTM. Ela tinha muitas hqs na Abril, mas saíram mais nos anos 80.

      Nas revistas da Mônica sempre saía hqs solo da Magali. Vc vê essas hqs reunidas nos primeiros almanaques da Magali da Globo. De destaque coloco "A Bochechuda" q foi republicada no Almanaque da Magali nº 1 de 1989 (não sei a edição original da Mônica q saiu).

      Abraços

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    2. Marcos, poderia postar no blog a HQ "Magalancia", que saiu em um dos gibis da Mônica da Abril, acho que na mesma época do batismo do Sansão? Grato, Marcelo.

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    3. Marcelo,euconheço a hq... quando der eu faço sim. Abraços

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  4. A Ideia seria como é um especial de 50 anos terem so historias ineditas porque se fizerem so republicaçao o pessoal vai entender como um Almanaque Gigante de Capa Dura, Parceria?>>>>>http://turmadamonicajovemconnect.blogspot.com.br/

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    1. Se fosse com hqs inéditas, o pessoal reclamaria q foi uma revista convencional de luxo. Sempre teria alguém reclamando de qualquer forma. Eu prefiro q esses especiais sejam republicações mesmo.

      O seu blog é legal, só q não vi opção de seguir.

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  5. Caro Marcos. Acompanho assiduamente o seu blog. Parabéns, é muito bom!
    Sou fã do Chico Bento. Poderia me indicar quais gibis tem as 10 melhores histórias, na sua opinião? Ainda tenho poucos números, cerca de 100, mas pretendo comprar mais! Obrigado.

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    1. É difícil escolher as 10 mais de cada personagem. Tem hqs muito boas. Essas q coloquei na postagem são excelentes.

      Vc pode comprar todos os primeiros números do Chico da Globo q não vai se arrepender... comprando gibis dele até de 1995 uma melhor q a outra.

      Legal q vc tá gostando do blog. Valeu pelo elogio. Abraços

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  6. Me decepcionei muito com estas eds. 50 anos. Como você bem diz, o que esperamos nestes livros é um overview completo dos personagens, com suas várias facetas, até pra apresentar a uma nova geração... e não é isso que vemos, só se vê uma lambição absurda que nem sentido tem. Não dá pra entender quem edita isso aí. O mais engraçado é que é a própria MSP que lança. É como se não estivessem nem aí pro próprio patrimônio. Não enaltecem os próprios personagens.

    Muita gente nos comentários sempre menciona que "não dá pra agradar todo mundo", mas eu acho que dá sim. Era só incluir o dobro de páginas, selecionar exemplos de todos os aspectos do personagem junto das histórias clássicas e fazer uma edição de verdade. Não é pra ser histórico, oras? Sei lá, parece que fizeram na correria, ou tiveram preguiça.

    Realmente as únicas 50 anos que fiz questão de comprar foi a do Bidu e do Cebolinha. A do Bidu ficou muito bem feita, inclusive porque incluem uma cópia perfeita da primeira edição da Continental, e a do Cebolinha também deixa a desejar, mas comprei só por ser meu personagem favorito da Turma.

    Quero ver fazerem uma edição preguiçosa dessas com a Mônica, aí foi tudo pro brejo mesmo.

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    1. greatinsanity.com, ficou muito a desejar mesmo. Pareceu um almanaque luxuoso, só isso. Faltou muita coisa. Para mim, mostrando hqs com traços diferentes já tava bom e nem foi isso q aconteceu.

      Concordo q são poucas páginas nesses especiais. Tinha q ter no minimo 230 páginas. Já Mônica 50 Anos tbm nao espero grandes coisas. O número de páginas é o mesmo dos outros, então espera-se q seja igual aos outros.

      Gostei mais do Bidu tbm até agora. Do cebolinha nem tanto, porém melhor do q do Chico e Cascão.

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  7. Marcos e demais leitores, vejamos se vocês conseguem me ajudar. Tenho lembrança de ter lido uma história do chico, na minha infância, que nunca mais consegui encontrar, mesmo tendo coleções 90% completas, tanto da Abril quanto da Globo. Enfim, nesta história Chico e Zé Lelé (se não me engano) ficam até tarde na casa de um vizinho (o estranho é que me recordo que este vizinho era tipo um "coroné" da região, que inclusive tinha cabeças de animais caçados por ele penduradas na parede) e, como já aconteceu em outras histórias, a proza está tão boa que eles perdem a noção do tempo e quando tem que voltar para suas casas já está escuro e eles ficam morrendo de medo... Enfim, como já disse antes, é uma trama recorrente - mas sempre bem vinda nas histórias do Chico, o fato é que foi uma história marcante pra mim, mas nem sei se ela existe eu se eu montei ela na minha cabeça, com referências de outras histórias.

    Enfim, quem souber se esta história realmente existe e em qual edição eu posso encontra-la, ficarei muito grato.

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    1. Rafael, essa hq existe, parece q é da Globo. Não sei de cabeça qual edição, mas se eu encontrar te aviso. Se vc disser quais edições vc não tem, ou época, quem sabe fica mais fácil.

      Abraços

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    2. Rafael, essa hq existe, parece q é da Globo. Não sei de cabeça qual edição, mas se eu encontrar te aviso. Se vc disser quais edições vc não tem, ou época, quem sabe fica mais fácil.

      Abraços

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    3. Bom, fico feliz em saber que não é delírio meu, KKK! Toda vez que eu penso nessa história toca aquela musiquinha do "Além da Imaginação" na minha cabeça, pois, como eu disse, lembrava de ter lido mas nunca mais encontrei. Infelizmente não vou saber te dizer quais os números da minha coleção pois nos últimos dois anos já me mudei 2 vezes e terei que me mudar novamente daqui há alguns meses, então boa parte da minha coleção está permanentemente embalada pra viagem até que eu me estabilize.

      De qualquer forma, de algum dia desses você esbarrar na história em questão, lembre de me avisar!

      Abraço!

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    4. Tudo bem, facilitaria um pouco, mas não tem problema. Se por acaso achar eu te aviso aqui em alguma postagem recente.

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  8. ei Marcos, uma vez li pra minha filha uma histrinha do chico bento com o padre lino, o chico roubando mamao na hora da missa. vc tem essa historia? quanto fica pra vc digitalizar pra mim? e aquela historia do papa capim numa fotografia e o pajé dizendo palavras mágicas: caxinguele, ubatuba, jabaquara, pindamonhangaba! me arruma essas duas historias. minha filha de 5 anos até chora por causa delas. meu tim é 31-9216 9066 patricia

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    1. Patricia, nao to lembrando dessas hqs, eu encontrando aqui te aviso. Vc sabe mais ou menos de quando vc leu? Se era almanaque ou edição normal? Editora? Qualquer informação, vai ajudar a procurar, se eu tiver.

      Manda e-mail tbm q aí se eu encontrar e ai escaneando, mando na hora.

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  9. Para mim, as melhores histórias do Chico são do início dos 90, com historinhas de abertura antológicas e não-lembradas no post, como "Óleo nos Olhos", "A Mesa, o Papagaio e o Cajado" e "Chico no Poço" (que ele cai no poço e conhece uns homenzinhos verdes que se alimentam de fungos), todas lançadas entre 91 e 92. Essas três entram facilmente na minha relação das melhores HQs da história do MSP.

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    1. Pois é, Marco, as hqs da Ed. Abril do Chico não são tão clássicas como as do inicio dos anos 90. Os gibis dele melhoram muito nessa época. Para mim, como na Abril estava começando, eles faziam muitas experiências e aí na Globo se consolidou. Essas hqs q vc citou são ótimas.

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  10. Marcos, já está na hora de fazer alterações nesse texto acima: As HQs A Chuva de Todos Nós e Cuidado com os Filhotes foram respectivamente publicadas em 2010, respectivamente em Chico Bento # 41 e # 46. Ou seja, Os Meus, Os Seus, Os Nossos Amigos e O Gênio da Lamparina não foram só as únicas HQs de 2010 que foram republicadas nesse livro. Sacanagem! Imagina se eles também republicassem a HQ Jonas Bodes e a Rã na Montanha, de CHB # 40, de 2010, aí seria demais! Vê se altera isto o que eu falei no texto acima. Abraços!

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    1. Caramba, encheram de hqs de 2010! Será q foi preguiça de procurar? Lamentável. Definitivamente esse foi o pior dos especiais 50 Anos. Alterei o texto. Valeu!

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  11. Olá! Ótimas observações! Você citou tantas histórias importantes que ficaram de fora, que eu dei um Ctrl+F pra encontrar as histórias "Filho Doutor" (CHB 281, Globo, 1997) e "Poder Voar" (CHB 295, Globo, 1998). São muito acima da média e podiam estar presentes numa coletânea como essa, e se couber só uma, a "Poder Voar". Para minha surpresa ninguém as citou.

    "Filho Doutor" começa com o pai do Chico forçando-o a estudar, mesmo depois de ele ter terminado o dever. O Chico encerra os estudos do dia, termina o dever, mas o pai não o deixa sair pra brincar porque quer que ele seja "doutor". Depois só me recordo que aparece uma veinha vidente, ou na venda ou na casa do Chico mesmo, que mostra ao pai do Chico o futuro numa xícara de café. Francisco Bento cresce e vira "doutor" como o pai queria. Volta pra visitar a roça carregado de arrogância. Enaltece o modo de vida da cidade e esnoba toda a sua família e amigos. Faz caretas de nojo pros animais do sítio, caçoa da Rosinha, passa todo o tempo falando sobre o quanto a vida lá era atrasada,e por último chama os pais de ignorantes e vai embora. A visão do futuro se encerra com o pai aos prantos: "Vorte, Chico, vorte...". Daí o pai do Chico volta pro quarto do filho, onde ele está estudando com cara de aperreio, e deixa ele ir brincar com os amigos. As falas finais eu não me recordo exatamente, mas a cena final é ele numa ciranda com os amigos (Rosinha, Zé Lelé etc...), sendo observado pelos pais, e o pai do Chico fala alguma coisa :P

    "Poder Voar" é marcante demais!! É a da Rosinha Azul!!! Como não foi lembrada aqui?! A história é praticamente um texto ilustrado. O Chico está na beira do ribeirão triste e aparece uma Rosinha Azul que começa a falar com ele. PElo que me lembro ele fez algo que deixou a Rosinha chateada. No fim a "Rosinha Azul" vai embora de repente e ele se desculpa com a "Rosinha" de verdade, e aparece uma lata de tinta azul. A história é sobre perdão. Muito, muito bonita, minha mãe na época leu pra mim e se emocionou.

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    1. Realmente essas hqs são muito bonitas. Eu citei só algumas, só pra frisar q muitos clássicos ficaram de fora nesse especial e merecia algo bem melhor q foi. Sem dúvida, o Chico teve muitas hqs fantásticas q ficaram de fora.

      Dessas q vc citou, eu só não colocaria o "Filho Doutor" pq julgo q é grande demais pra um especial assim com poucas páginas, a não ser q o livro tivesse mais páginas. Independente disso, é uma hq muito boa.

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    2. Eu já vi essa história, mas não me lembro aonde. O que eu acho é que foi em algum almanaque. (Sim, foi republicada)

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    3. Legal, não sabia que havia sido republicada. Deve ser primeiros almanaques do Chico da Panini.

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