quarta-feira, 29 de abril de 2015

Capas Semelhantes (Parte 8)

Nessa postagem mostro 5 capas semelhantes curiosas em que a mesma piada foi usada em um outro título diferente em vez de ser no mesmo. Isso acontecia porque o personagem não tinha revista própria e, quando passou a ter, colocaram a piada na revista dele ou senão simplesmente a piada servia tanto pra um personagem quanto pra o outro, que não influenciaria nada.

Então, capas assim até que não ficavam visualmente muito parecidas, salvo exceções, mas as piadas eram iguais. Nas capas que mostro nessa postagem, as duas primeiras da Mônica envolvem a Editora Abril e as demais são da Editora Globo.

Mônica Nº 42 X Cascão Nº 124

Cascão pedindo carona ao lixeiro como se a lata de lixo fosse um táxi. Saiu primeiro em 'Mônica Nº 42', de 1973, quando o Cascão não tinha gibi próprio. Naquela época colocavam muitas piadas envolvendo Cascão e Magali nos gibis da Mônica. Normalmente, em capas assim mostrando piada com outro personagem, colocavam a Mônica ao lado com cara de surpresa, espantada com a loucura, mas que não faria diferença nenhuma se ela não estivesse ali. Como o gibi era da Mônica, ela tinha que estar presente de alguma forma.

Depois quando Cascão já tinha seu gibi, em 'Cascão Nº 124', de 1991, fizeram uma nova versão com essa mesma piada, só que aí sem precisar colocar a Mônica ao fundo. Afinal, o gibi era do Cascão.



Mônica Nº 55 X Magali Nº 21

Magali comeu a maçã antes do personagem fazer o tiro ao alvo. Foi publicada em 'Mônica nº 55', de 1975, quando a Magali não tinha gibi próprio, com a Mônica atirando o alvo e a Magali com roupa normal e detalhe de outras maçãs comidas no chão. Já na nova versão, de Magali nº 21' teve um ar medieval, com castelo ao fundo e Magali com roupa de época e dessa vez foi o Cebolinha que atirou o alvo em vez da Mônica.



Cascão Nº 19 X Cebolinha Nº 54

A pipa se enrosca no logotipo do personagem, que faz força para tentar tirá-la. Essa piada foi um exemplo de que a mesma piada serve para personagens diferentes. Se quisessem colocar o Chico Bento ou qualquer outro menino também encaixaria perfeitamente. Publicaram primeiro em 'Cascão Nº 19, de 1987, e depois fizeram outra versão com o Cebolinha, sem grandes diferenças significativas, publicada em 'Cebolinha Nº 54', de 1991. 



Cebolinha Nº 38 X Mônica Nº 191

Cebolinha dá um nó no Sansão enquanto estava no túnel do amor com a Mônica e faz cara de santinho, como se não fosse ele quem deu o nó. Também como um caso de que a mesma piada serve tanto para a Mônica quanto para o Cebolinha. Muitas capas com o Cebolinha aprontando com a Mônica que saíram nos gibis da Mônica, dava perfeitamente para sair nos do Cebolinha e vice-versa.

Até que essas ficaram visualmente bem parecidas. A diferença maior é que na versão original, de 'Cebolinha Nº 38', de 1990, colocaram o Sansão olhando para cima e na 2ª versão, de 'Mônica Nº 191', de 2002, o Sansão ficou com jeito de coelho de pelúcia de verdade e a Mônica desenhada em ângulo diferente. 



Cebolinha Nº 99 X Cascão Nº 421

A onda do mar se revolta quando o personagem coloca a concha no ouvido. Primeiro fizeram com o Cebolinha, colocando a Mônica, Magali e um caranguejo fugindo assustados para dar uma graça maior, publicada em 'Cebolinha Nº 99', de 1995. Depois fizeram outra versão com o Cascão, publicada em 'Cascão Nº 421', de 2003.

Eu não gostei dessa versão com o Cascão, principalmente, porque ele não estaria em uma praia tão perto do mar e também fica difícil de imaginar como ele conseguiu escapar do banho nessa situação. Pelo jeito naquela época já estavam querendo limpar o Cascão a todo custo. De curiosidade, essa foi a última edição quinzenal de 36 páginas do personagem.



Dessas mostradas, nas 3 primeiras, preferi a 2ª versão, enquanto que as 2 últimas preferi a versão original. Não gosto muito dos traços da Mônica nas capas entre 1974 e 1976. Eles a deixavam com dentes enormes, um olhar estranho.  Engraçado que por dentro, os desenhos eram diferentes e gostava das histórias desenhadas daquele jeito. Eram só as capas que eram feias nesse período.

Para constar, as capas da Mônica da Editora Abril e de 'Mônica Nº 191' da Globo eu peguei na internet porque eu não tenho. As demais são da minha coleção.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Tirinha Nº 25: Magali

Magali traça tudo que vê pela frente e às vezes acaba se dando mal por causa disso. Nessa tirinha, Magali encontra um copo com canudo no meio da rua e só depois de tomar tudo, descobre que bebeu a água com sabão do Cebolinha que ele tinha deixado lá para fazer bolinhas de sabão. A gente se pergunta é como ela não percebeu que tinha gosto de sabão. Muito engraçada.

Mais uma tirinha impublicável hoje em dia porque essa gula exagerada e absurda da Magali são evitados atualmente, porque devem achar que iriam influenciar as crianças a tomar água com sabão.

Tirinha publicada em 'Magali Nº 26' (Ed. Globo, 1990).


sábado, 25 de abril de 2015

Edições Nº 100 da Editora Panini


Nas bancas as edições "Nº 100" da Turma da Mônica da Editora Panini. Como todos os gibis começaram sua numeração juntas em janeiro de 2007, então todos os 7 títulos principais chegam ao "Nº 100" ao mesmo tempo, diferente nas editoras Abril e Globo, que chegavam em datas diferentes. Nessa postagem falo sobre essas edições comemorativas.

Fazia tempo que não comprava todos os gibis do mês em bancas. Apesar de eu ter todas as últimas edições mensais da Globo de 2006 e as mensais "Nº 1" da Panini de 2007, só que essas foram adquiridas em sebos aos poucos. Eu não compro gibis novos, afinal com histórias só atendendo ao politicamente correto, com personagens descaracterizados, muita enrolação, traços e letras péssimos, tudo digitalizados, sem arte e sem vida, capas com muitas sombras e que só mostram referência à histórias de aberturas e sem piadinhas e tudo mais que o público lamenta, não dá para acompanhar. 

Como eu só compro edições especiais, então comprei todas devido a sua importante marca de 100 edições na mesma editora. Uma marca histórica que atrai colecionadores e não pode faltar na coleção. 

Esses gibis "Nº 100" da Panini, teve suas particularidades, a começar pelas capas que seguiram o padrão atual, com todas fazendo referência às suas respectivas histórias de abertura e um informativo "Nº 100 Edição comemorativa" em todas para destacar que são edições especiais. Eu preferia que fossem com um desenho bonito com os personagens dando destaque ao "Nº 100" de alguma forma.

Além disso, não sei se foi coincidência, todos os logotipos ficaram amarelos. Só 'Turma da Mônica' deixaram vermelho com contorno amarelo, mas é porque está seguindo esse padrão desde a "Nº 87", de 2014. O papel tanto das capas quanto do miolo estão finos demais, conseguindo estragar mais fácil. Nas histórias, como um todo, em quase todas a comemoração do "Nº 100" fica em segundo plano, em alguns não tiveram comemoração. Nenhum gibi mostra fatos e cenas ocorridos das outras 99 edições da Panini. Em alguns, curiosamente fazem referência a histórias da Abril e Globo. Afinal, gibis da Panini são difíceis de encontrar histórias realmente marcantes e históricas.

Os traços digitalizados horrorosos são os que prevalecem nos gibis. Os personagens tudo com mesmas expressões e forma de desenho, bem o estilo "copiar" e "colar" e até os títulos digitais também, com o logotipo oficial à mostra. Nas aberturas até que não colocaram os traços muito assim, com exceção do Cascão, mas no miolo em muitos ficaram lamentáveis. E junta com as letras também digitalizadas, aí piora de vez. 

As capas das edições "Nº 100" da Panini (1ª série)

Também achei que tiveram poucas histórias com personagens secundários, não tiveram Tina e  Papa-Capim em nenhum gibi, por exemplo. Ficaram mais focados com histórias com os principais da Turma da Mônica mesmo. E a grande surpresa é que em 4 gibis falam nas histórias que a numeração vai ser reinicializada, com todas voltando ao "Nº 1", em vez do "Nº 101". Eu até pensava que era piadinha de roteirista e nem levei a sério na hora que li, mas isso é verdade e todos vão recomeçar pelo "Nº 1" a partir de maio de 2015. A seguir, comento cada gibi individualmente. Coloquei os títulos na ordem que eu li:


Mônica - "Mônica 100" - Escrita por Flavio Teixeira, Sansão cria vida e leva a Mônica a um portal personificador, que faz a Mônica passar a encarnar personagens principais de outros núcleos. Então, ela vira o Horácio, Astronauta, Penadinho, etc.

Essa história tem 32 páginas no total. Os traços estão aceitáveis. A referência ao "Nº 100" foi só no título e em nenhum momento fala sobre a comemoração e ela não se transformou em 100 personagens diferentes. Tem citação da história "Chuva na roça" ('Chico Bento Nº 10' - Ed. Abril, 1982), a Tina encarnada pela Mônica é a hippie dos anos 70 e tem presença do Duende do coelhinho ('Mônica Nº 5' - Ed. Abril, 1970). 

Em alguns núcleos, os personagens da turminha também viram personagens secundários, como, por exemplo, na Turma do Penadinho em que o Cebolinha virou o Lobisomem; Cascão, o Frank; Magali, o Zé Vampir; e o Franjinha, Muminho.

Trecho da HQ "Mônica 100"

Esse gibi teve 9 histórias no total, sendo com secundários só do Astronauta. Na história "Supercraque" da Marina (em que ela pede para desenhar os meninos bem na hora da partida de futebol) teve presença do Manezinho, mas com traços meio diferentes, com cabelos mais grossos, por conta dos traços digitalizados que prevalecem nos gibis. Ficou muito feio. 

Trecho da HQ "Supercraque"

Cebolinha - "100 coisas..." - Para comemorar a 100ª revista do Cebolinha na Panini, Louco aparece para mostrar 100 coisas que tem que fazer antes de bater as botas.

Escrita por Flavio Teixeira, foram 25 páginas no total. Achei os traços melhores dentre de todas as de abertura, o que estraga são as terríveis letras de PC. Chama atenção do Cebolinha gostar das loucuras e achei estranho. As coisas para fazer não foram em ordem crescente. Podia ter sido na ordem. 

Também não mostraram todas para não ficar longa demais e, com isso, fizeram um complemento no site da Turma da Mônica nesse mês, mostrando todas as 100 coisas, incluindo essas que ficaram de fora da história. Só não sei por quanto tempo esse link vai estar disponível no site e pode ser que algum tempo depois não possa mais visualizar. 

Trecho da HQ "100 coisas..."

Foram 7 histórias no total desse gibi, com histórias de secundários com Penadinho e Bidu. Aliás, nessa história "Jairo, o desenhista" do Bidu os traços são constrangedores. Até que o roteiro foi legal, mas ver esses traços sem arte nenhuma fica difícil de aturar. Nessa tem presença do Sidney Gusman como o cachorro Sid homenageando as "Graphic Novels" e o Mauricio de Sousa também participa como cachorro. 

Outras histórias também tiveram traços péssimos como esse. Na tirinha as letras ficaram pequenas demais.  Estavam muito comum nos gibis desde setembro de 2014, os balões e letras minúsculos, dificultando a leitura, e até que nessas edições "Nº 100" não tiveram isso, com exceção dessa do Cebolinha.

Trecho da HQ "Jairo, o desenhista"

Magali - "As Cem Aventuras da Magali" - Escrita por Paulo Back, Magali fica presa nos desenhos da Marina comemorativos pelas 100 revistas da Magali e, com isso, ela precisa percorrer as 100 edições para sair de lá.

Finalmente uma edição "Nº 100" especial para acabar com o trauma de 1993 e de outros números redondos que ela nunca teve edição especial. Nessa história de 24 páginas no total, não são fatos ocorridos nas 100 edições da Panini, são só mostrados versões de contos de fadas, que alguns até lembram de histórias da Editora Globo.

Um bom enredo que serviria perfeitamente para 'Magali Nº 500', que ficou a desejar só com 1 história especial. Era só fazer adaptações com fatos que ocorreram e seus respectivos números nas revistas, como "Rapunzel" (MG # 15, de 1990), "Magalice no país das melancias" (MG # 30, de 1990), "Branca de fome" (MG # 57, de 1991), entre tantas outras. 

Até o "gibi Nº 10" são mostradas cenas completas, mais desenvolvidas e mostrados em sequência, depois foi tudo corrido, com pressa, sem numeração na sequência, indo direto ao "Nº 100" para achar a forma da Magali sair dos desenhos da Marina. Nessa história, com traços fracos, é falado brevemente que a numeração do gibi vai reiniciar a partir da próxima edição.

Trecho da HQ "As cem aventuras da Magali"
Esse gibi teve 8 histórias no total, com histórias com secundários do Anjinho e Piteco. Letras de títulos também digitalizados e logotipo oficial da Magali aparecendo em todas as suas histórias em miniatura. Colocaram o alto da parede rachurados na história "Funga Funga" do Mingau e na última, "Geladeira assombrada", mas mesmo assim digitalizados e muito ruins os traços dessas histórias.

Eu não gosto de gibis da Magali na Panini, porque andam muito descaracterizados,  poucas histórias dela envolvendo comida (em alguns gibis nenhuma tratando disso), além de poucas histórias da Magali, colocando mais da Tina, Penadinho, além de Dudu e Mingau aparecendo mais que a dona do gibi. Nesse gibi pelo menos ela apareceu bastante e tiveram histórias de comida, apesar de não mostrar os absurdos da sua gula, como antigamente, e isso agradou.

Trecho da HQ "Funga Funga"

Cascão - "O N° 100 e a Infalível S.U.J.O.C.A.” - Escrita por Paulo Back, os vilões da Sociedade Unida da Junta Opositora Contra o Cascão e Amiguinhos se dão conta que a revista do Cascão chegou ao Nº 100 e como eles não conseguiram derrotá-lo, eles unem forças para acabar com o Cascão de uma vez por todas, cada um para atender o seu objetivo. 

Com 23 páginas no total, essa história, de certa forma, foi o único que teve referência a gibi da Panini por causa do vilão Cúmulos, que estreou em 'Cascão Nº 38', de 2010. Apareceu outras vezes depois, inclusive como membro da S.U.J.O.C.A.. Essa foi outra história também com referência que a numeração dos gibis vai reiniciar. 

Gostei da história pelo fato de envolver vilões tentando dar banho no Cascão, coisa infelizmente rara de achar nos gibis do Cascão ultimamente. É que agora praticamente não tem histórias envolvendo sujeira e banho, ele não pode mais brincar no lixão ou entrar na lata de lixo, descaracterizando o personagem. Hoje são histórias bobas, com ele consertando ou criando brinquedos,  às vezes rolam plano infalível contra a Mônica. Dessa fase da Panini os gibis do Cascão são os piores da turminha, tanto que é o personagem que tenho menos gibis. 

Os traços dessa história de abertura completamente horrorosos e deprimentes, parecendo feito em Flash ou programa similar. Cremilda e Clotilde, por exemplo, ficaram com as mesmas expressões, foi só "copiar e colar". Todos os gibis têm traços péssimos, mas não sei porque os do Cascão conseguem ser os piores e em todos os meses. O título 'Turma da Mônica' também costuma ter traços bem ruins também, mas do Cascão consegue ser pior. 

Trecho da HQ de abertura

Cremilda e Clotilde também apareceram na última história, "Os perigos de um dia de faxina", e também foi só "copiar e colar" os seus desenhos. Para ter uma ideia dos traços decadentes dos gibis, repare no trecho da história "Caixa na cabeça" abaixo, a Mônica ficou com a mesma expressão em todos os quadrinhos. Ridículo.

Trecho da HQ "Caixa na cabeça"

Esse gibi tem 8 histórias no total, com histórias secundários do Bidu e do Frank. Essa "Frank, o cabeleireiro" foi muda de 8 páginas. Aliás, quase toda muda, já que primeira página e as 2 últimas com texto, mesmo assim com muita enrolação. 

Outro ponto negativo dos gibis do Cascão é o logotipo que cada vez mais as sujeirinhas ficam mais invisíveis. Eles colocam praticamente da cor do fundo que quase não dá para enxergar. E o contorno geral continua preto. Eles tinham que colocar a sujeirinha preta como era nos gibis da Editora Abril e Globo. Vamos ver se com a numeração reiniciada, se vão voltar com o logotipo como era nos gibis antigos.  


Chico Bento - "O Trenzinho Voador" - Escrita por Edson Itaborahy, um rei manda buscar o Chico Bento, através de um trenzinho voador, para resolver problemas no sítio do seu reino.

Essa história tem 25 páginas total e faz apenas uma breve citação ao "Nº 100", portanto, não sendo isso o foco dela. Traços bons na abertura, mas achei o nariz do Chico estranho, tamanho menor e proporção mais certa, e nariz assim foi em todas as histórias do gibi. Nela, teve ainda a volta do Monstro da Lagoa, que apareceu no gibi do 'Chico Bento Nº 74' (Ed. Abril, 1985), mas que na história a referência foi ao desenho animado do filme "As novas aventuras da Turma da Mônica". Essa de abertura também teve mais uma referência no final que a numeração vai reiniciar.

Trecho da HQ "O trenzinho voador"

Os gibis do Chico andam muito fracos,  passam longe do Chico que conhecemos. Hoje não temos mais histórias com ele trabalhando no roçado com pai, matando aula, tirando nota zero na escola, levando tiros de sal do Nhô Lau, fazendo travessuras, etc. São tudo muito bobas. Só para ter uma ideia, para atender ao politicamente correto, agora os personagens "pegam goiaba" em vez de "roubar", tirando todo o sentido do contexto. Esse termo foi usado nessa história de abertura e também na última história "Exercícios na roça".

Outro ponto negativo que acho é o logotipo nas capas que não sei por que tiraram a sombra preta embaixo do nome. Era muito bom essa sobra, dava um efeito legal. Esses pequenos detalhes que estragam também os gibis.

Nesse gibi foram 9 histórias no total, sendo as com secundários foram 2 com a Turma da Mata, ambas envolvendo filhos do Coelho Caolho. Senti falta de história com o Papa-Capim, tão marcante nos gibis do Chico Bento. Nos traços do resto do gibi, os filhos do Coelho Caolho foi um tal de "copiar e colar", com todos aparecendo do mesmo jeito, só mudando a cor das roupas. E demais histórias do Chico traços terríveis também, inclusive com o logotipo oficial no título em algumas e começando com "Turma do Chico Bento".

Trecho da HQ "Par ou ímpar?"


Turma da Mônica - "Sem a cem" - Escrita por Paulo Back, Dudu e a turma estão tristes porque não acharam a revista da turminha nas bancas e Marina tem a ideia de criar o estudiozinho de arte para produzirem o seu próprio gibi, com eles mostrando na prática como se faz os gibis.

Gostei dessa história porque envolve metalinguagem, dos personagens criando seus gibis como a MSP faz, mas do tempo em que tudo era manual. Com 29 páginas no total, ela fala que numeração vai reiniciar com mais detalhes, falando a versão dos personagens o por quê disso. Mauricio entrega que arte-final, letras e cores são tecnológicos agora. Os traços estão aceitáveis.

Trecho da HQ "Sem a cem"

Esse gibi teve 7 histórias no total. Não tiveram histórias com secundários (apenas uma participação do Piteco no último quadrinho de "Congelado") e a Marina foi o grande nome da edição, já que 3 histórias foram com ela, contando com a de abertura.

Esse exemplar é considerado histórico, não só pela comemoração do "Nº 100", mas também porque é o último gibi do título "Turma da Mônica". Com a reinicialização dos gibis da Panini, este título será cancelado, substituído pela volta do "Parque da Mônica".

Ronaldinho Gaúcho - "Um dia diferente" - Escrita por Paulo Back, uma história com ar filosófico, com Ronaldinho narrando que está sentindo alguma coisa diferente no ar, mostrando seus amigos e tudo que passou, com uma bonita mensagem no final. 

Fica uma espécie de apresentação dos personagens, mas dá para interpretar que é uma retrospectiva de tipos de histórias que foram presenciadas nesses 8 anos e uma despedida. Seria mais coerente que fosse publicada no encerramento para mostrar a despedida oficial dos personagens e do gibi. 

É que esse foi o último gibi dele e que na 2ª série da Panini não continuará. A tiragem nas bancas ficou muito limitada. Aqui só apareceram 3 exemplares dobrados e amassados em uma banca, e 1 exemplar em outra banca, aí em bom estado, que foi onde comprei. Até a "Nº 99" vinha mais exemplares em todas as bancas. Já estranhei isso na hora e depois que vi conteúdo da história, já percebi que seria o último gibi, se confirmando lendo a notícia na internet. Então, esse é mais um gibi histórico, além de ser "Nº 100", é o seu último gibi e com poucas tiragens em bancas, e, com isso, raro de achar.

Eu não gosto do gibi do Ronaldinho, nada a ver um gibi dele. Tenho poucos exemplares, mas até que esse gibi não foi tão ruim. Inclusive, na última história, "A encomenda", o Ronaldinho e o Diego pegam ônibus sozinho, coisa que não é comum nos gibis atuais. Tiveram 2 histórias com 2 páginas cada uma (as das páginas 38/39 e a das páginas 44/45) em que as letras foram feitas a mão. Dá raiva que nos gibis da Turma da Mônica em nenhum tiveram letras a mão, e no Ronaldinho teve.

Foram 11 histórias no total. Dá para perceber que voltaram com os personagens com lábios, já que chegaram a tirar em algumas edições, e uma mudança negativa é que o Diego ficou retratado com mais idade (ele era bem mais novo que Ronaldinho e agora está aparentando a mesma idade, ou só 1 ano mais novo). Uma coisa engraçada que achei foi na seção "Correio do Ronaldinho Gaúcho", que as crianças falam que gostam de ler as revistas, mas não falam que eram as do Ronaldinho em nenhum momento. Ficou constrangedor.

Trecho da HQ "Um dia diferente"

Também foram lançadas edições especiais com capas metalizadas, assim como fizeram com as edições "Nº 500" da Mônica, Cebolinha e Magali. Todas os 7 títulos tiveram suas versões especiais. São o mesmo conteúdo, só que com capas metalizadas e o miolo em papel couché. Eles tinham que ter avisado que seriam lançadas essas versões com capas metalizadas. Assim do jeito que ficou fica difícil ter as 2 versões, ainda mais que são com mesmo conteúdo. Por isso não ocmprei nenhuma metalizada, ficando só com as versões normais de cada.

Então, esses foram os gibis "Nº 100" da primeira série da Editora Panini. Na verdade, 100 da editora, porque na realidade estes são referentes a : 'Mônica Nº 546', 'Cebolinha Nº 514', 'Chico Bento' e 'Cascão Nº 681' (ambos), 'Magali Nº 503' e 'Ronaldinho Gaúcho Nº 103'. Sò 'Turma da Mônica foi a verdadeira Nº 100', desconsiderando que foi criada no lugar de 'Parque da Mônica'.

Essas edições "Nº 100" da Panini não foram tão ruins como um todo. Para os padrões atuais deu para agradar, mas também não chegam aos pés como foram as da Globo. Sem dúvida, das 3 editoras, os "Nº 100" da Globo foram melhores. Na Editora Abril só o gibi do Cebolinha que teve uma edição comemorativa digna, já que Mônica e Chico Bento só tiveram capas especiais e Cascão a data passou em branco, só com um "Nº 100" em destaque na capa. Enquanto que na Editora Globo, todas as capas e histórias de abertura foram especiais (com exceção da Magali que passou em branco até na capa).

A partir de maio de 2015, todos os gibis voltam ao "Nº 1" em uma nova coleção que vai até o próximo "Nº 100", caso eles continuem na Panini até em agosto de 2023. Muita loucura a numeração reinicializar na mesma editora, não faz sentido nenhum isso. Acredito que seja estilo da Panini em reiniciar os seus títulos após a cada "Nº 100". Só que não adianta nada se o conteúdo for o mesmo. Vamos aguardar mês que vem pra ver quais as mudanças nos gibis com a sua nova reinicializações e que fica uma esperança que mudem e voltem a ser aquela Turma da Mônica que encantou a todos até os anos 90.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Capa da Semana: Cebolinha Nº 79

Em homenagem ao Descobrimento do Brasil, uma capa com o Cebolinha e o Cascão como navegadores portugueses sendo hostilizados pela índia Mônica, que jogou o Sansão no navio deles assim que chegaram ao Brasil. Sensacional.

Curiosamente, inexplicavelmente essa capa foi publicada em um gibi de julho em vez de ser em abril. Pelo certo, devia ter saído em "Cebolinha Nº 76', de abril de 1993.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 79' (Julho/ 1993).


sábado, 18 de abril de 2015

Coleção Histórica Nº 46


Nessa postagem comento sobre a 'Coleção Histórica Nº 46', formada pelas 5 revistas números 46: Mônica (1974), Cebolinha (1976), Chico Bento e Cascão (1984), e Magali (1991).

O Jeremias quem está na capa do box e dessa vez colocaram uma imagem dele dos anos 80 em vez dos anos 70. Normalmente, as imagens dos personagens que aparecem nos boxes são da primeira aparição na Coleção Histórica. No caso do Jeremias teriam que colocar uma dos primeiros números da Mônica de 1970, mas colocaram uma por volta de 1983.

É que no início, o Jeremias era colorido preto que nem carvão e tinha um círculo rosa em volta da boca. Como esse círculo nos personagens negros está proibido atualmente a ponto de alterar os desenhos nos almanaques convencionais (vide como fizeram com o Pelezinho), resolveram colocar uma imagem do Jeremias dos anos 80, tirando a tradição das capas dos boxes. E mesmo assim, dá impressão que ainda fizeram uma leve alteração nos lábios, deixando menor, porque ele tinha lábios mais grossos naquela época.

Em relação a distribuição, continua atrasando muito. O box era para ser lançado em março de 2015 e por aqui só chegou dia 6 de abril e em muitos lugares não chegou ainda. Ao menos aqui dessa vez chegou 2 exemplares na banca que chega, já que normalmente vem só um exemplar. Destaque negativo também  para a a péssima qualidade do papel-jornal de miolo que está cada vez mais fino. Podiam melhorar isso.



Histórias de abertura e comentários gerais:


Mônica - "A conselheira sentimental" - Mônica dá conselho para o Cascão terminar com um namoro com uma garota que nem começou ainda. Ele não quer namorar porque a menina toma 2 banhos por dia.

Nessa época a Cascuda ainda não tinha sido criada, apesar que estrearia ainda em 1974 mesmo na história "O grande amor do Cascão", de 'Cebolinha Nº 18'. Mas, mesmo assim, ela não era a sua namorada oficial e sempre tinha histórias com ele paquerando outras garotas, até mesmo nos gibis da Editora Globo.

Nos comentários dessa de abertura, o Paulo Back dá dicas de como reconhecer se uma história foi escrita pelo Mauricio de Sousa. Ainda sobre comentários, de 14 histórias comentadas, em 5 não informam créditos, mas devem ser do Mauricio. Ele escrevia e desenhava na época. O seu irmão Marcio Araujo também escrevia algumas histórias, e, com isso, não dá para saber quem escreveu e desenhou. Lembrando que nas que foram comentadas foram escritas e desenhadas pelo Mauricio.

O gibi teve 16 histórias no total (as de 1 página e tirinha no final não foram comentadas, como de costume). Apesar da capa fazer referência ao Carnaval, não teve nenhuma história ligada a data. Todas foram normais para a sua época.

Destaque para a história do Bidu, "Uma pequena ajuda", com ele querendo ajudar o argumentista sem criatividade para criar história, conversando com ele e dando ideias para a história. Foi o primórdio de histórias metalinguísticas com os personagens dialogando com o pessoal do estúdio. O Bidu só não contracenou com o argumentista, só mostrando uma mão desenhando quando possível. Já o pessoal do estúdio aparecendo nos gibis e com os outros personagens da turma ia demorar um pouco, lá por volta de 1978, do que eu tenho conhecimento.

Aliás, adorava quando o Bidu aparecia nesse ângulo, como no trecho dessa história que mostro abaixo. Muito bom.

Trecho da HQ "Uma pequena ajuda"

Cebolinha - "Capitão Blond" - Dois loucos vestidos de piratas fogem do hospício e querem encontrar um suposto tesouro escondido na Rua do Limoeiro com a ajuda do Cebolinha e do Cascão.

De 11  histórias comentadas (12 no total), só as 2 primeiras tiveram informações de créditos. Nas outras infelizmente não foram informado nada sobre roteiristas, desenhistas e arte- finalistas. E não foi por falta de espaço porque em muitas tinham espaço suficiente para isso.

Nesse gibi teve aparição do Palestrino, o papagaio da Tina que andava sumido até então e depois sumiria de vez. Ele aparece na história "Lá, La, Lá...", do Rolo, em que o Palestrino fica cantando bem na hora que o Rolo está querendo tocar uma guitarra para um produtor musical. Com isso, primeira vez que o Palestrino contracena com o Rolo, já que o Palestrinho aparecia mesmo em 1970/ 71 e o Rolo só foi criado em 1972.

Trecho da HQ "Lá, Lá, Lá..."

Não foi falado nome do Palestrino, mas diz que o papagaio é dela. Curioso que é uma história do Rolo e nos créditos do título está como Tina, mas ela aparece só no final. Também teve outra história do Rolo nesse gibi de 1 página, em que ele tem problema de pagar um cara a quem estava devendo, também com créditos à Tina, mas ela aparece só no último quadrinho.

Destaque também para a 2ª história do Doutor Olimpo nos gibis, na história "Novamente Olimpo", em que o Doutor olimpo se veste de criança para enganar o Cascão e fazer com que ele tome banho. Doutor Olimpo estreou na história "O inimigo Nº 1", de 'Cebolinha Nº 42', de 1976 e voltou agora nessa história. Tudo indica que depois ele voltou a aparecer só em 'Cascão Nº 10', de 1982, na história "A volta do terrível arqui-inimigo".

Na história "É de tirar o chapéu" do Chico Bento (em que o Chico é obrigado a tirar o chapéu ao cumprimentar as pessoas), teve a surpresa do Chico Bento falar caipirês em alguns quadrinhos. Em alguns balões tinha uma mistura entre o caipira e o padrão correto. No trecho que destaquei abaixo, repare que em um quadrinho ele fala "por que" correto e no outro fala "pru que", além de outras palavras caipiras, como "tirá", qué vê". Cheguei a pensar que foi alteração, mas com imagens da original que o André Felipe me enviou vi que não. Colocaram exatamente igual a original de 1976, só as cores dos chapéus que mudaram:

Comparação da HQ "É de tirar o chapéu": sem alteração de texto

Provavelmente, colocaram como teste, já que o Mauricio tinha desejo de que ele falasse caipira nas histórias. Tanto que no pocket L&PM - "Chico Bento - Histórias de Pescador" também tinha algumas tirinhas com ele falando caipira. Poucas, mas tiveram. A patrulha do politicamente correto deve ter reclamado de que estava ensinando errado para as crianças e então o Chico voltou a falar correto em todas as histórias, só ficando a falar caipira de forma oficial nos gibis de 1980. Uma pena que não foi falado sobre isso nos comentários dessa história. Vamos ver quanto tempo durou esse caipirês do Chico nos anos 70. 


Chico Bento - "O ovo é meu" - Chico e um garoto encontram um ovo na rua e os dois brigam e disputam quem vai ficar com o ovo

Essa parece mais estilo de uma história de miolo, mas colocaram na abertura. Nos comentários o Paulo Back dá dicas de como saber quando a arte-final é do Alvin Lacerda e desenhos são do Julinho.

Em relação a créditos, de 6 histórias no total, só em 3 tiveram créditos completos e nas outras ficaram faltando alguma informação, sendo que em "É hora de trabalhar" (em que um garoto secundário apronta com o Chico enquanto está dormindo no roçado) não mostra crédito nenhum.

Mais uma vez tiveram alterações ridículas em histórias, com as palavras do caipirês do Chico sendo mudadas. Em relação a gerúndios, algumas palavras não mudaram, mas em outras sim, como aconteceu na história "Por uma medalha" (em que o Chico fica revoltado porque não ganhou uma medalha de melhor aluno), que mudaram a palavra "falano" da original de 1984 para "falando":

Trecho da HQ "Por uma medalha": alteração de "falando" em vez de "falano"

Sem contar que mudaram palavras que o caipirês era de uma forma no gibi original e em vez de manter exatamente como era, mudaram sem mais nem menos, como, por exemplo, na história "Tem alguém sobrando" (em que o Chico atrapalha o namoro de um casal) onde a palavra árvore era "arve" na original e mudaram agora para "arvre" para ficar parecido com os gibis atuais. Mas, "fazeno" mantiveram como na original. Lamentável. 

Trecho da HQ "Tem alguém sobrando": alteração da palavra "arvre" em vez de "arve"

Não dá para entender essas alterações linguísticas nos gibis do Chico. Insistem em mudar, sem deixar a gente comparar como era os primórdios do caipirês do Chico. Revoltante.

Fora essas alterações ridículas, o gibi está bom, com destaque para a história "Prosa sem vergonha" em que o seu Bento, pai do Chico, e seus amigos tentam contar piadas maldosas, mas como veem o Chico e a Rosinha ao lado deles, eles mudam os finais das piadas. Detalhe que a Rosinha apareceu de cílios nessa história. Ficou diferente e muito bacana, com um arte-final incrível do Alvin Lacerda.


Cascão - "O salão está vazio" - Os meninos ficam sem coragem para convidar as meninas para dançar em um bailinho da rua.

Uma coisa bem interessante nessa história é que o garoto secundário foi desenhado igual ao Zeca, primo do Chico. Não foi revelado nome dele, mas de certo que não é o Zeca. Apenas foi desenhado igual. Nessa história também mostrou outra menina secundária, que apareceu só nessa história. Abaixo, um trecho da história desse menino parecido com o Zeca e a garota secundária.

Trecho da HQ "O salão está vazio"

Com 5 histórias no total, créditos completos nos comentários dessa edição apenas em 2 histórias: a de abertura e em "Roupa Limpa" (em que o Cascão não pode sujar uma roupa nova dada pela sua mãe. dona Lurdinha). Nas demais sempre faltou alguma informação.

O gibi teve histórias de secundários com o Bidu e Penadinho, como de costume nos gibis do Cascão. E como história de destaque, a "Pega! pega!", em que o Cascão faz uma bola cair no riacho e ele tem que de tudo para pegá-la de volta, sem conseguir se molhar. Muito legal essa.


Magali - "De gato e sapato" - Depois de maltratar um rato, fazendo tudo o que bem entende, Mingau recebe o troco ao receber a visita da prima Bianca (filha da tia Cleo, tia da Magali), uma criança por volta de 2 anos que "pinta e borda" com ele.

Tia Cleo e menina Bianca foram inspiradas, respectivamente, na cunhada e sobrinha da roteirista Rosana na vida real. Ou seja, uma história baseada em fatos reais, só que com mais exageros por ser uma história em quadrinhos. Legal também que nos comentários mostra  fotos da Rosana com a sobrinha e o gato da Rosana.

Trecho da HQ "De gato e sapato"

De curiosidade, elas voltaram a parecer depois na história "Priminha dedo-duro", de 'Magali Nº 141', de 1994, sendo a Bianca mais crescida, aparentando 5 anos, que era a idade que devia ter na época.  A Magali até comenta que como ela cresceu. E a Tia Cleo desenhada diferente aparece no final. E a Bianca ainda apareceu também um pouco antes, participando na história "Farra na Rua", de 'Cebolinha Nº 93', de 1994.

Uma pena que nessa história "De gato e sapato" não colocaram crédito de desenhista e arte-final nos comentários dessa história. É incrível que nas melhores histórias é que não mostra quem desenhou. Também não tiveram informação de desenhista e arte-final na última história, "A desaparecida" (em que a Magali fica invisível depois de tomar uma fórmula que pediu ao Franjinha para tirar dor de barriga).

Esse gibi teve uma história de Páscoa, "Cenouras pro coelhinho da Páscoa", em que a Magali compra cenouras para o Coelho da Páscoa, mas como tudo antes da hora. Eram raras histórias de Páscoa nos gibis. Se a Coleção Histórica tivesse chegado na data certa, até o final de março, dava para ler na época certa de Páscoa, quem sabe deixar pra ler no dia.

Na história "Torta quente", em que a Magali faz de tudo para comer uma torta de maçã que acabou de sair do forno, tem uma curiosidade da Magali imitando o Quico do Chaves. Uma excelente homenagem do roteirista Robson Lacerda ao personagem Quico e ao eterno seriado "Chaves". Muito legal. Aliás, o Robson Lacerda teve 3 histórias nessa edição, contando com essa. Todas muito boas, por sinal.

Trecho da HQ "Torta quente"

A capa do gibi muito legal com a Magali tomando banho de bunda de fora e o Mingau tomando banho de língua. Afinal, não eram só os meninos que apareciam pelados nos gibis. Dessa vez não teve piada alimentícia, sendo a piada com o Mingau. 

Em relação a comparação da capa com a revista original de 1991 dessa vez não teve alterações significativas. A proporção do desenho ficou levemente maior e, com isso, a distância das patinhas do Mingau com o rodapé do gibi ficou menor, mas  todos os gibis tem essas pequenas diferenças de distanciamento, então nem liguei. Só não gostei do logotipo que ficou menor e centralizado, como costuma ser nos gibis da Magali na Coleção Histórica. Não sei por que eles não deixam o logotipo maior e na largura do gibi, assim como foi na original e como são os outros gibis da Coleção Histórica. Só com a Magali que deixam o logotipo assim. Isso quando não inventam de colocar o selo ao lado, com espaço para colocar embaixo. Abaixo a comparação das capas:

Comparação das capas de 1991 e da CHTM # 46

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Livro L&PM: As Melhores Histórias da Mônica


Há algum tempo havia postado aqui sobre a Coleção de livros "As Melhores Histórias da Turma da Mônica" da editora L&PM lançados em 1991. Tinha falado da coleção como um todo e a partir de agora vou mostrar detalhes de cada livro individualmente. Nessa postagem mostro como foi o livro "As Melhores Histórias da Mônica".

O formato foi 21 X 28 cm, 52 páginas e papel de miolo off-set, tanto na versão capa cartonada quanto capa dura, assim como todos da coleção. Como as capas tinham características do personagem com algo que ter a ver com a sua personalidade, esse da Mônica foi ela abraçada com o Sansão, com ela vestida de camisola, sem ser o seu tradicional vestido vermelho. Muito bom.

O livro abre com um frontispício com o título "Dentuça, baixinha e querida", falando sobre a Mônica, desde a ideia da inspiração do Mauricio para criá-la inspirada na sua filha até se tornar "a maior e mais popular figura da... Mauricio de Sousa" como o autor do texto diz. O texto não foi escrito pelo Mauricio, assim como os demais livros, mas nesse da Mônica tem um trecho que cita palavras dele de como criou a Mônica.

Depois vem uma evolução de traços da Mônica, mostrando 3 imagens da Mônica: uma de 1963, quando foi criada, outra dos anos 70 e a atual até então (anos 80).

Evolução da Mônica

Em seguida, as histórias republicadas. Foram 6 histórias no total entre 1971 a 1985, que não seguem ordem cronológica e não tiveram alterações em relação às originais como era normal nos almanaques da época. Procuraram colocar os traços que mais prevaleceram em cada época dos anos 70 e 80, além de mostrar a verdadeira personalidade da Mônica.

A relação de histórias republicadas (todas da Editora Abril), com número da edição e ano foram essas:

  1. Um café com bolo às cinco na casa da Mônica (MN # 13, de 1971)
  2. Não aponte o dedo (MN # 22, de 1972)
  3. A cantora  (MN # 95, de 1978)
  4. A mais fofa (MN # 82, de 1977)
  5. Como atravessar a sala? (MN # 186, de 1985)
  6. A macacada (MN # 165, de 1984)

Apenas "Não aponte o dedo" e "A mais fofa" foram histórias de miolo nas originais. As demais foram histórias de abertura originalmente. Em "Um café com bolo às cinco na casa da Mônica", em que a Mônica resolve fazer um chá com mais 4 meninas e como falta um os meninos resolvem colocar o Anjinho vestido de menina para poder estragar a reunião das meninas.

Curioso que como não tinha meninas fixas na turma naquela época, sem ser Mônica e Magali, colocaram uma Rosinha, como secundária (que não é a namorada do Chico Bento). É do tempo dos personagens  com bochechas pontiagudas, em que os diálogos tinham linguagem mais formal e palavras informais vinham entre aspas. Legal também ver o Cebolinha com palavras entre aspas quando trocava o "R" pelo "L", em vez de ser negrito e o plano não era chamado de "infalível", e, sim, "plano para desmoralizar a Mônica". Tudo isso mantiveram, sem alteração sequer.

Trecho da HQ "Um café com bolo às cinco na casa da Mônica" (1971)

Em seguida vem "Não aponte o dedo", uma história simples em que a Mônica abaixa o dedo do Cebolinha, depois de ele apontar para ela e acontece mil loucuras com o dedo do Cebolinha. Uma história muito hilária e representa os absurdos das histórias em quadrinhos.

Depois vem "A cantora", em que a Mônica resolve ser cantora e vai a um programa de calouros, com o Cebolinha como seu empresário, e eles combinam que representassem as letras das músicas, fazendo com que tudo que a Mônica canta vire realidade. Essa história mostra também absurdos muito bons e representa a fase fofinha dos personagens característicos no final dos anos 70.

A partir dessa história mostra código da revista original, permitindo assim saber em qual gibi saiu. Códigos exatamente iguais aos gibis originais. Afinal, eram simplesmente um scan das revistas originais, tudo exatamente igual como saiu na época, só recolorindo, preservando os erros de cores quando tiveram, assim como tem que ser.

Trecho da HQ "A Cantora" (1978)

Em "A mais fofa" em que Mônica e Magali mandam o Cebolinha e o Cascão decidirem qual das duas é a mais bonita. Essa devia ser colocada antes de "A cantora", confirmando, então, que não seguiam ordem cronológica. Essa até republicaram novamente em "Magali 50 Anos", quando na época até achei ruim porque deviam republicá-la em "Mônica 50 Anos". Isso confirma que essa história é mesmo da Mônica, e não da Magali, e, com isso, podiam ter colocado outra história da Abril em "Magali 50 Anos" no lugar dessa.

Tem também a curiosidade de como o código era exatamente igual às originais, nessa história o código representou 1976 em vez de 1977 porque nas revistas de janeiro a março colocavam ano anterior (talvez foi quando ela foi produzida, já que os gibis feitos com antecedência).

Trecho da HQ "A mais fofa" (1977)

Depois vem a clássica "Como atravessar a sala", que mostra o sufoco da Mônica para passar pela sala sem que o Cebolinha,, Cascão, e, principalmente o Reinaldinho, seu paquera, a vejam só de toalha. Muito engraçada. Nela é curioso o garoto Reinaldinho foi inspirado no roteirista Reinaldo Waisman. Eles gostavam decolocar esses garotos fofos da rua como versão mirim do pessoal do estúdio. Naquela época prevalecia o Reinaldinho.

Trecho da HQ "Como atravessar a sala" (1985)

E termina com a história "A macacada", em que o Cebolinha pensa que um macaco que fugiu do zoológico é a Mônica ao irem a uma festa a fantasia. Outra em que não segue ordem cronológica, e, com isso, a "Como atravessar a sala" é que devia encerrar o livro. Mais uma vez o código mostrando 83, mas o gibi é de janeiro de 1984.

Tanto "Como atravessar a sala" e "A macacada" nunca foram republicadas nos almanaques convencionais da Globo da época. A particularidade dessa coleção é que as histórias dos anos 80 que sairiam nos almanaques convencionais nunca foram republicadas e nesse livro não foi diferente. Já as histórias dos anos 70 foram republicadas nos almanaques da Editora Abril.

Nessas 2 últimas histórias, além dos códigos, mantiveram também  o "Mauricio de Sousa Produções" no rodapé, reforçando que são histórias de abertura originais. E o livro termina com uma biografia do Mauricio, com foto dele e contando sua trajetória até 1991, presente no encerramento em todos os livros da coleção.

Enfim, esse é um ótimo livro cheio de histórias clássicas da Mônica que vale a pena ter na coleção. Um pequeno defeito das histórias não seguirem cronologia, que até que não foi tão ruim porque pelo menos histórias dos anos 80 vieram depois dos anos 70. Vale a pena mesmo procurar em sebos ou internet. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Capa da Semana: Magali Nº 149

Uma capa muito criativa e com desenho bem caprichado com a Magali e o Cascão em um jogo de futebol americano em que a bola é uma melancia, bem a cara da Magali. Um grande incentivo para ela roubar a bola do Cascão e vencer o jogo. E ainda tem detalhe da fatia de melancia também no capacete. Muito legal.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 149' (Ed. Globo, Março/ 1995).


sábado, 11 de abril de 2015

HQ do Astronauta e o desaparecimento da água na Terra

Compartilho uma história do Astronauta em que toda a água do planeta Terra desaparece e o Astronauta tem a missão de recuperar. Foi publicada originalmente por volta de 1983 e que eu li pela primeira vez republicada no 'Almanaque da Mônica Nº 25' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 25' (Ed. Globo, 1991)

Com 7 páginas no total, começa com dois alienígenas com corpos de peixes, o Ping e o Pong, estão no espaço à procura de um planeta azul que irá salvar o planeta deles. Ping fala que é para confiar nele, que não está muito longe. Pong fala para o Ping que está pedindo muito em confiar nele. Eles acabam encontrando e realizam a operação X de roubar toda a água do planeta Terra.


Enquanto isso na Terra, em uma praia, dois homens correm para o mar, disputando corrida de quem chegar por último é mulher do padre e aí quando um deles vai mergulhar, cai  na areia e descobre que o mar desapareceu, sem mais nem menos. Todos na praia ficam surpresos com o desaparecimento do mar. 

A notícia se espalha e chega até os ouvidos do presidente da "Brasa" (órgão para o qual o Astronauta trabalha, cuja sigla significa Brasileiros Astronautas), que fala a seu assistente que só uma pessoa no mundo pode ajudá-los. O assistente pergunta se é o Capitão Gay e o presidente responde que é o Astronauta e o manda o assistente enviar uma mensagem para ele, além de ordenar ao guarda que reviste todas as casas para saber se alguém roubou o oceano. 


Naquele instante, o Astronauta surge lá, antes mesmo de passarem mensagem a ele. O assistente pergunta como ele soube, se ainda não havia mandado mensagem e Astronauta responde que assistiu ao "Fantástico" pela TV da nave dele. O presidente pergunta se já sabe se tem ideia de quem estava por trás disso e o Astronauta diz que sabe e vai atrás.

Astronauta pega a nave e vai para o espaço, falando que desconfiou quando cruzou com uma nave com uma bolsa d'água, enquanto mostra a Terra toda marrom, sem água. Astronauta vai atrás da nave e vê que vai a em direção a um planetinha cinzento e descobre que era um planeta aquático e chega bem na hora da condecoração do Ping e do Pong pelos serviços prestados e interrompe a cerimônia, falando que a água pertence ao planeta dele.


O chefe deles manda atacar o Astronauta para não estragar o plano dele. Astronauta consegue dribá-los, prende um deles com uma tarrafa e o outro pesca com uma vara de pescar, deixando suspenso no ar. Só resta ao chefe explicar  a razão de levar a água do planeta Terra. Ele conta que as indústrias do planeta estão poluindo cada vez mais a água deles e resolveu pegar a água da Terra por empréstimo, mesmo não sendo a melhor do universo, e depois devolveria.


Astronauta intervém falando que depois ele devolveria mais poluída ainda. E diz também que depois que a água não servisse mais, roubaria de outro planeta, depois de outro e se tornaria um círculo vicioso. Sugere que em vez disso, não tenta controlar a poluição do planeta e multar as fábricas poluidoras. O alienígena aceita a proposta, prometendo que vai providenciar e pensa na hora que o povo da Terra devem fazer isso.

Com isso, Astronauta sai vitorioso e devolve toda a água da Terra e tudo volta ao normal. Depois da aventura e de tudo resolvido, Astronauta resolve descansar, curtindo uma praia. Quando vai mergulhar, ele fica todo sujo, com direito a pneu enroscado nele e casca de banana na cabeça e Astronauta se pergunta se valeu a pena trazer a água de volta, terminando assim. 


É uma história muito legal e criativa que mexe com a fantasia e imaginação dos leitores, sem deixar de lado uma crítica social acerca do problema da poluição e falta d'água no planeta. Misturando humor inteligente e filosofia, mostra uma conscientização de uma forma divertida para as crianças. Mesmo antiga, continua bem atual e tudo a ver com o momento que passamos com problemas de seca, água insuficiente nas hidrelétricas e medidas de economia de água e luz. 

Os traços maravilhosos, muito bem desenhados. Na postagem a coloquei completa. Achei interessante a parte do ET pensar que o povo da Terra cria medidas eficazes contra a poluição da Terra. Na verdade, é o contrário. O final muito bom também com o Astronauta questionando ao leitor se valeu a pena lutar pela água, permitindo refletir sobre o problema da poluição. 


Tem uma série de absurdos como, além do tema central dos  alienígenas roubarem toda a água da Terra, como também existir outros planetas com água e o mais engraçado de todos foi o Astronauta assistir ao "Fantástico" pela televisão da nave dele. Como consegue ter transmissão do programa de TV da Terra em pleno espaço sideral?  Esses absurdos é que faziam a diferença e as deixavam mais divertida ainda. Afinal, em história em quadrinhos tudo é permitido pra fugir da realidade. Mas, hoje absurdos são evitados. 


Ainda sobre programas de TV, teve referência também ao Capitão Gay, personagem do Jô Soares do programa "Viva o Gordo" que a Globo exibia na época. Tanto Capitão Gay e o "Fantástico" não tiveram seus nomes parodiados. Naquela época, às vezes não parodiavam nomes famosos. Atualmente é obrigatório isso nas histórias novas e se essa fosse republicada novamente, fariam alterações parodiando isso e dessa vez até na "Coleção Histórica" alterariam também,  visto que já mudaram Faustão para Fostão na história "Gato gordo" do Mingau na Coleção Histórica Nº 33 - Magali nº 33. Se bem que para Capitão Gay, acredito que colocariam no lugar "Superomão", "Batmão", "Homem-Aranho" ou outro qualquer para ficar atual.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Decifrando códigos dos gibis

Quem nunca pegou um gibi da MSP e não viu estampado uns códigos nas primeiras páginas de cada história? E também já devem ter visto postagens aqui que usei abreviações, baseados nesses códigos. Nessa postagem eu decifro esses códigos detalhadamente, muito úteis principalmente nos almanaques para descobrir em qual gibi original saiu a história.

Esses códigos consistiam basicamente de ano (em 2 dígitos), nome do título abreviado, número da edição e posição da história que se encontra o gibi. Apareciam em qualquer lugar na 1ª página de cada história, na horizontal ou vertical.

Nas revistas mensais, eles eram úteis para saber qual a numeração do gibi, caso a capa se solta. Imagine você encontrar um gibi sem capa e você se pergunta qual número é aquele gibi, ainda mais que nos gibis da Editora Globo entre 1989 a 2006, eles deixaram de publicar o número no expediente final? Com os códigos fica fácil saber isso. E nos almanaques eles eram muito úteis para saber em qual gibi original foi publicada determinada história republicada.

Códigos nos gibis convencionais:

A primeira vez que apareceu esses códigos foram nos gibis mensais de 1975. Eram bem simples, só informando <título, número e posição da história que se encontra o gibi, separados por barra>. A abreviação da Mônica era "MN" e Cebolinha, "CB", com o número e posição da história separado por barra. No exemplo abaixo, é fácil decifrar na história "Mônica e o coelho voador" onde o código "MN67/5" significa que é de 'Mônica Nº 67', história 5.


A partir de 1976, ficou mais elaborado, sendo iniciado por <"MSP", seguido de ano, código de arquivo de 4 dígitos, título, número da edição, posição da história com 2 dígitos, separados por barra>. Mônica e Cebolinha continuaram a ser abreviados, como "MN" e "CB", respectivamente. Na história "Um carro estranho" abaixo, por exemplo, o código "MSP762171-CB45/02", significa: Mauricio de Sousa Produções, 1976, 'Cebolinha Nº 45', história 2.


Já o número 2171 não tem serventia, acredito que seja um código para armazenar em arquivo para eles encontrarem a história mais fácil. Eu até já cheguei a pensar que era número de histórias produzidas, mas já descartei isso. Então, sempre que ver isso, o certo é ignorar sempre os 4 dígitos após o ano.

Em 1977, mudaram o final da estrutura, com a posição da história  de 1 a 9 só com 1 dígito em vez de colocar um "zero" na frente, seguindo assim até em 1993. De resto, tudo igual como era. Só que ao longo dos anos, foram surgindo novas revistas, e, com isso, abreviatura de Pelezinho ficou "PL" e que depois da edição Nº 10, ficou "PZ"; Cascão, a abreviação ficou "CC"; Chico Bento, "CH"; e Magali, "MG". Abaixo, como ficou o código da história "A viagem" em uma revista do Cascão. Então, nesse código "MSP842023-CC42/2", ignorando o "2023" após o ano, significa que é de 1984, 'Cascão Nº 42', história 2.


Como curiosidade nessa fase, os passatempos eram considerados como história nesses códigos, contando como posição de história. Então, o número final de história do gibi, sempre tem que contar menos uma história.

Outra coisa curiosa é que nos gibis entre janeiro e março de cada ano, eles colocavam o ano anterior. Como os gibis são feitos com antecedência, provavelmente deve ser a data de quando a história e o gibi foram produzidos. Com isso, a gente via que eram feitos com 3 meses de antecedência até chegarem nas bancas. O exemplo abaixo, retrata isso: na história "A missão", 3ª história de de 'Cascão Nº 56', de março de 1989, eles colocaram "MSP880697-CC56/3".


Nos primeiros números da Globo, abreviação de Mônica mudou e virou "MO" e a do Cebolinha virou "CE". A Revista Parque da Mônica, ficou "RP". Essa estrutura seguiu assim até em 1993. Na verdade, seguiram até março de 1994, mostrando o ano como 93, pelo motivo de histórias de janeiro a março de 1994 foram produzidas em 1993. Já nos gibis de 1994 e 1995, inexplicavelmente, eles tiraram os códigos de todos os gibis. Aí, nessa fase fica impossível saber o número do gibi, caso a capa se soltar.

A partir de 1996, os códigos voltaram, seguindo uma nova estrutura, que ficou mais consagrada. Eles tiraram o código de arquivo que vinham depois do ano, seguindo, então, <MSP, ano, título abreviado, número da edição (agora sempre com 3 dígitos) e posição da história (agora com 2 dígitos), sem barra separando>. Ano continuou a ser 2 dígitos até mesmo depois do ano 2000, que aí passou a ser "00" para 2000, "01" para 2001, "02" para 2002, etc. E os passatempos não foram mais considerados como história.

Nos títulos, abreviação oficial de Mônica, voltou a ser "MN" e Cebolinha, "CB", Cascão e Magali continuaram "CC" e "MG", respectivamente. Chico Bento passou a ser agora "CHB"; Parque da Mônica, "PMN"; e Gibizinho da Mônica, "GBZ". No exemplo abaixo, na história "Quando algo não cheira bem...", o código "MSP96MG18603" , significa que é de 1996, 'Magali Nº 186', história 3.


Essa estrutura ficou até em 2003 e aí entre 2004 a 2006 tiraram de novo os códigos de todos os gibis. Na Panini, eles voltaram a colocar a partir dos gibis do mês de abril de 2007, com uma nova estrutura. Agora, eles colocam <MSP, o mês antes do ano (2 dígitos), seguido de ano (2 dígitos) / título abreviado, número da edição (3 dígitos) e posição da história, separados por hifen>.

Outra diferença é que tirinha no final do expediente não é considerada como história. Nas abreviações as mesmas dos códigos a partir de 1996, só a revista Turma da Mônica (antiga Parque, antes de fechar) que ficou "TM" e Ronaldinho Gaúcho, "RG". No exemplo abaixo, em "Não faça isso, Maliazinha!", o código MSP0509/CB029-03 significa: Maio de 2009, Cebolinha Nº 29, história 3.


Códigos nos almanaques:

Já nos almanaques que eram a melhor coisa de ter esses códigos. Era muito legal e divertido descobrir em qual edição saiu as histórias. A única coisa chata é que nos almanaques da Editora Abril não colocavam o ano e, com isso, a gente tinha que fazer contas para descobrir isso. Tinha que saber que a revista da Mônica foi lançada em maio de 1970 e a do Cebolinha em janeiro de 1973 e que eram 12 exemplares por ano, para aí sim descobrir o ano.

Em 1979, os códigos nos almanaques seguiam estilo de colocar <o título abreviado e o número da edição original (sem colocar a posição da história original), seguido do título abreviado do almanaque, número da edição e posição da história>. Entre os títulos e os números tinham espaço em vez de ser tudo junto. O título das originais começavam com um "RP", de revista principal, e os almanaques começavam com uma letra "A".

Nessa história "Brincadeira Criativa", por exemplo, com o código "RPCB 14 ACC 02/13" mostra que foi de 'Cebolinha Nº 14', que estava no 'Almanaque do Cascão Nº 2' , história 13. Mas, para saber que foi revista de 1974, só fazendo contas, infelizmente.


A partir de 1982, mudaram um pouco, colocando as revistas originais iniciadas só com um "R" e passaram também colocar a posição da história original, além da posição do almanaque. Assim, no código dessa história "A múmia", que colocaram "RMN87/1-AMN21/5", significando "Revista da Mônica nº 87, história 1 - Almanaque da Mônica Nº 21, história 5". Agora, saber que 'Mônica nº 87' foi de 1977, leva tempo.


Nos almanaques da Globo, os códigos não faziam referência às edições da Editora Abril, colocando apenas informações do almanaque em questão, no estilo das revistas convencionais. É que como eram de editoras diferentes, preferiam não fazer divulgação da Ed. Abril. Infelizmente assim não dava para saber qual revista original. Na história "Bidu TV", por exemplo, colocaram "MSP900452-ACH10/8, significando: 1990, 'Almanaque do Chico Bento Nº 10', história 8.


Curiosidade que abreviação do Almanaque do Cebolinha primeiramente era "ACE", depois mudaram para ACB". Dos outros títulos seguiram a mesma coisa dos gibis convencionais, só com um "A" na frente.

Em 1992, quando começaram a republicar histórias de 1987 da própria Globo, eles colocavam o código exatamente igual como saiu nas originais nessas histórias de 1987, e as que eram da Editora Abril, deixavam com o código do almanaque em questão. Já nos almanaques de 1993 a 1995, eles tiraram os códigos, tanto nas histórias da Globo quanto as da Editora Abril e só dava para saber que era história da Globo por causa das cores, que deixavam o mais próximo das originais, enquanto que as da Ed. Abril eles deixavam com a colorização atual.

Entre 1996 a 2003, os almanaques voltaram a ter códigos, seguindo o estilo dos gibis convencionais da época. Com isso, as histórias da própria Editora Globo permitia a gente saber quando saiu, com a estrutura <MSP, ano, título abreviado, número da edição e posição da história original>.

Lembrando que os passatempos que eram considerados histórias nas originais, não foram mais nas republicações e isso foi corrigido nas posições das histórias republicadas. Assim, como histórias de gibis originais entre janeiro e março, colocavam o ano real das publicações. De abreviações. Almanacão de Férias era "AFR", Almanacão Turma da Mônica, "ATM", que confundia com Coleção Um Tema Só, que também foi "ATM", de Almanaque Temático. 

Com esse novo estilo, a história "Crochetando" abaixo, por exemplo, com o código "MSP91MN05801", dava para saber que foi original de 1991, Mônica Nº 58, história 1.


Já as histórias da Editora Abril, eles seguiam código do almanaque, seguindo essa mesma estrutura, com a posição da história seguindo sequência, mesmo se fosse intercalada com história da Globo.

Então, no exemplo abaixo, na história "Uma baita surra" da Editora Abril, no código "MSP96AMN05401" colocaram que foi do 'Almanaque da Mônica Nº 54', história 1. Só que essa não foi a que abriu esse almanaque, representando, assim, que essa foi a 1ª história da Ed. Abril nele, como se fosse uma história inédita do almanaque. Dessa forma, ao final do almanaque, a gente sabia quantas histórias da Editora Abril tiveram, e não número de histórias total.


Em meados de 2003, já com todas histórias sendo da Editora Globo, eles passaram a colocar os códigos exatamente iguais aos gibis originais. Desse jeito, tiveram as desvantagens de confundir  o ano de histórias de janeiro a março de cada ano que deixavam com o ano anterior, e também histórias de 1994 e 1995 a gente não sabia em qual edição saiu.

A partir de 2004, infelizmente tiraram de vez os códigos dos almanaques, acabando com a diversão de saber qual revista original. E quando mudaram para a Panini continuaram a não mostrar. Até agora foram raras histórias da Panini que foram republicadas, mesmo assim nem nessas não mostraram. E nem na Coleção Histórica não são colocados. Acho que deviam colocar lá exatamente igual como saíram nas originais para ser o mais fiel possível às edições originais.

Como podem ver era muito bom esses códigos nos almanaques, muito interessante saber de qual gibi eram as histórias republicadas. Uma pena que na Editora Abril não dava para saber o ano, há quanto tempo saiu e nos da Editora Globo não dava pra saber as da Editora Abril. O meu preferido foi a estrutura de 1996 a 2003. Lamentável atualmente não ter nenhuma informação de qual gibi  original saiu. Podiam, em vez de colocar códigos, informar no rodapé algo do tipo "Publicada originalmente em Mônica Nº 58 - Globo, 1991", por exemplo. Quem sabe, algum dia, resolvam voltar com eles, nem que sejam só as histórias da Panini, quando foram republicadas com frequência.