sábado, 24 de junho de 2017

Turma da Mônica: HQ "Um ladrão na festa"

Dia de São João e em homenagem compartilho uma história raríssima em que um ladrão invadiu a festa junina da turma. Com 6 páginas no total, foi história de encerramento de 'Almanaque da Mônica Nº 9 - Especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981).

Capa de 'Almaanque da Mônica Nº 9 - especial Festas Juninas' (Ed. Abril, 1981)

Começa com os meninos apressando a Mônica a trocar de roupa, falando que não sabe porque as meninas demoram tanto pra trocar de roupa com Magali dando resposta de que só ficou 1 hora e 43 minutos trocando de roupa. Mônica diz que já está indo e Cascão diz que depois chega o carnaval e ela ainda está lá.


Mônica sai e pergunta ao Cebolinha se valeu a pena esperar para vê-la vestida de caipira. Ele diz que vai ser sincero e acaba levando um soco por ter falado mal dela. Eles chegam na quermesse e ai se deparam com um vendedor de pipocas desesperado por terem roubado as pipocas dele. Cebolinha diz que compra pinhão no lugar. Magali pergunta quem poderia ter feito isso e Cebolinha acusa que foi ela.

Logo em seguida, Cascão chama a turma pra brincar na barraca de tiro ao alvo e eles encontram o bandido (que se chamava Kid Pipoquero) que havia assaltado o pipoqueiro e estava querendo assaltar o homem da barraca mandando passar toda a grana que ele tinha. A turma não sabia que ele era bandido e pensava que no saco era o prêmio que ganhou do tiro ao alvo. Cascão fala que quer atirar também. Kid Pipoquero diz que chegou primeiro e Cascão diz que vai ficar na fila. Kid Pipoquero diz que não vai sobrar nada para ele e quando o vendedor entrega tudo, ele sai em disparada. A turma não consegue alcancá-lo e ai deixam para lá.


Em seguida, Magali fica cansada da correria e resolve comer pamonha. Eles vão à barraca e aparece o Kid Pipoquero querendo todas as pamonhas, Cascão consegue pegar a arma do bandido e diz que é a vez dele de dar tiro ao alvo. A turma apoia o Cascão pra ver quem é o melhor atirador e nessa hora aparece o pipoqueiro com um guarda, falando que foi ele quem o assaltou.

Cascão pensa que o guarda quer brincar e aponta a arma para ele falando que tem que aguardar a fila. A turma fica impaciente que a fila não anda e que está fazendo hora de propósito porque querem atirar também. Cascão diz que é porque tem uns caras querendo furar fila. Kid Pipoquero consegue roubar a arma do Cascão e Mônica o segura pela pernas falando que não era a sua vez e consegue derrubá-lo.


O guarda diz que as crianças fizeram um bom trabalho e informa que o Kid Pipoquero era um ladrão de festas juninas com mania de roubar as festas para fazer um particular na prisão e que vão ganhar uma boa recompensa por isso. A turma comemora que são heróis e resolvem comer alguma coisa. Não encontram mais vendendo nem pipoca nem pinhão e estranham que se o ladrão foi preso, como não tinha mais comida na festa. Quando vão conferir, veem que foi a Magali comeu tudo da festa, terminando assim.


Essa história é muito bacana retratando uma típica festa junina e a turma enfrentando um bandido querendo assaltar. Interessante a turma ter a inocência de não saber que o Kid Pipoquero era um bandido, só descobrindo quando conseguiram prendê-lo. Muitas vezes eles enfrentavam bandidos sem saber que era. Foi um bandido bem malvado, e não voltado ao humor como costumavam fazer nas histórias assim.

É completamente impublicável, é inadmissível ter bandidos nas histórias de hoje, assim como os personagens com armas na mão, falando palavra "Droga!"e palavrão. Mas na época era muito comum tudo isso. Os traços muito bons, uma transição da fase fofinha do final dos anos 70 com  os traços que se tornaria padrão e consagrado no decorrer dos anos 80. Traços assim eram bem típicos nos gibis de 1981.


De curiosidade essa história é inédita até então, já que alguns almanaques da Mônica da Editora Abril entre 1980 a 1983 tinham histórias inéditas. E assim como todas as outras inéditas desses almanaques, essa também nunca foi republicada até hoje e muita gente nem nunca ouviu falar dela, Então ela é muita rara, só quem tem esse 'Almanaque da Mônica Nº 9' é que a conhece. Se não foi republicada na Editora Globo, agora que não seria mesmo.


Falando brevemente desse 'Almanaque da Mônica Nº 9', então, tem um mix de histórias inéditas e republicações. Seria um almanaque só com histórias de festas juninas, mas só as inéditas é que são sobre esse tema. Já as republicações apenas a de abertura foi sobre o tema ("O sanfoneiro" - CB # 18, de 1974) e as outras foram republicações normais entre 1973 a 1976, sendo que colocaram mais do Chico Bento pra ter o ar caipira que o almanaque sugere. Como não tinham histórias de festa junina suficiente para republicação, ai colocaram inéditas para criar esse almanaque. Teve também outra história envolvendo bandidos na inédita "A quadrilha do Cebolinha", para ver como histórias assim estavam em alta na época. E ainda teve seção mostrando brincadeiras e receitas típicas de festas juninas.

Então, sempre muito bom ler essa história rara e jamais republicada no Dia de São João. Vale a pena ver essas raridades,

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Capa da Semana: Magali Nº 78

Nessa capa, Magali bate com força para ganhar o prêmio da festa junina de uma cesta de frutas para cair bem em cima da sua boca.

Eu gostava quando o logotipo das capas ficava assim com contornos de outras cores sem ser o preto tradicional, dando ar que estava iluminado.

A capa dessa semana é de 'Magali Nº 78' (Ed. Globo, Junho/ 1992).


sábado, 17 de junho de 2017

Superalmanaque Turma da Mônica Nº 1 - Panini



Já nas bancas o "Superalmanaque Turma da Mônica Nº 1", o mais novo título da MSP pela Editora Panini. Nessa postagem faço uma resenha de como é essa edição.

Lançado em maio de 2017, esse título foi criado inspirado em "Disney Big", almanaque da Disney com 300 páginas de republicações de histórias. Então, "Superalmanaque Turma da Mônica" tem 300 páginas, capa cartonada e miolo com papel jornal tradicional, formato do tamanho dos gibis convencionais com publicação semestral e custando R$ 15,00. Tem quase o dobro de páginas do "Almanaque Temático", que tem 160 páginas.

Capa e contracapa formam um único desenho com vários personagens reunidos, curioso do Rolo aparecer com visual antigo nela. Como vantagem, não tem propagandas nem passatempos no miolo, só histórias do início ao fim e poucas histórias mudas (3 pra ser exato),  o que incentiva a leitura.

Contracapa da edição

Fora isso, as vantagens param por ai. Não teve índice de histórias como é no "Disney Big", só tem um frontispício e as histórias a seguir. Só tem histórias da Editora Panini de 2007, mais precisamente das edições "Nº 1" ao "Nº 5" dos 6 gibis principais. Foram 31 histórias no total, incluindo a tirinha final, e nenhuma da Globo dos anos 80 e 90 e muito menos da Editora Abril. Investiram mais em histórias longas e histórias de abertura originais até que foram poucas, mas as que tiveram foram longas. Para piorar, o exemplar é vendido embalado com plástico e não dá para folhear e ver quais são as histórias nele nas bancas.

Muitos imaginavam que com a notícia do lançamento dessa edição que teriam histórias de todos os tempos,  até por causa do teaser da editora falando sobre isso, mas não foi o que aconteceu. Depois do término da "Coleção Histórica",no final de 2015, podiam ter aproveitado essa edição pra colocaram histórias de todas as fases desde os anos 70 da fase dos personagens com traços de bochechas pontiagudas até a a atualidade.

Frontispício da edição

Muitos almanaques convencionais têm histórias bem melhores que saíram nesse "Superalmanaque Turma da Mônica". Desde 2012 eles vem re-republicando histórias da Editora Globo desde 1987 seguindo uma sequência. Ao invés de terem republicados histórias da Panini de 2007 desde então, passaram a voltar no tempo com histórias de 1987 em diante. Só almanaques da Magali que continuaram seguindo a sequência e hoje colocam praticamente as histórias dela de 2002 (dos secundários nos almanaques dela costumam ser antigas), mas os outros almanaques estão hoje republicando histórias antigas, sendo a maioria agora com foco nos anos 90.

Seguindo essa lógica, depois que acabar de republicarem todas as histórias possíveis da Globo vão passar a colocar só as da Panini, já que dificilmente colocarão histórias da Editora Abril nos almanaques. Se nesse "Superalmanaque" podiam ter e não colocaram, não seriam em almanaques convencionais. Se fosse comparar na época de almanaques da Editora Abril e Globo que republicavam histórias até com 5 anos atrás, hoje estariam republicando histórias de 2012, com mais foco em 2010 e já é um avanço colocarem histórias dos anos 80 e 90 no lugar.

Trecho da HQ "Mônica, a menina gorila" (MN # 4, Ed. Panini, 2007)

Por outro lado, como estão republicando histórias antigas, vem sendo feitas uma séria de alterações nas histórias originais para atender ao politicamente correto, com mudanças bobas, chegando a ser uma paranoia de mudar tudo que se encontra pela frente, como tirar armas dos personagens e colocando outra coisa no lugar, colocando cartaz nos muros rabiscados onde não tinha, mudando palavras por outras para tirar duplo sentidos, como recentemente mudaram perereca por sapinho, entre tantas outras coisas bobas.

Como são histórias recentes nesse "Superalmanaque Turma da Mônica", não tiveram alterações em relação às originais, pelo menos não percebi nada diferente. Outro detalhe negativo dessa edição é que não tiveram códigos mostrando em qual gibi as histórias saíram originalmente. Por serem histórias da Panini podiam mostrar esses códigos como faziam nos almanaques das editoras Abril e Globo quando as histórias eram da própria editora.

Trecho da HQ "O meu sossego foi pro espaço" (TM # 1, Ed. Panini, 2007)

Em relação às histórias, procuraram colocar todos os universos de personagens da Turma da Mônica, teve até uma do Horácio, que era raro ter história dele nos gibis a partir dos anos 2000, mas não teve nenhuma do Piteco e Turma da Mata e ficaram devendo isso, como informaram no teaser da editora. Abre com a história "Mônica, a menina gorila" (MN # 4, de 2007), em que a Mônica se transforma em gorila quando a turma vai ao circo ver Songa, a mulher gorila. Tem também "O meu sossego foi pro espaço" (encerramento de "Turma da Mônica - Uma aventura no Parque da Mônica" # 1", de 2007), em que o a turminha perturba o Seu Juca quando ele foi astronauta, com participação do Astronauta nela.

Tina e sua turma teve 2 histórias com traços da fase "Radical Chic" com muitas "caras e bocas" terríveis que marcou a fase entre 2004 a 2007. O "Superalmanaque" termina com a história "A grama do Vizinho" (CC # 1 - Ed. Panini, de 2007), em que o Cascão se transforma em outros personagens para não se dar mal nas histórias. Essa, inclusive, escrita por Emerson Abreu, com traços com caretas excessivas horrorosas e desnecessárias, típicas na época, como mostro ao Cascão transformado em Mônica no trecho a seguir:

Trecho da HQ "A grama do vizinho" (CC # 1, Ed. Panini, 2007)

Como podem ver, "Superalmanaque Turma da Mônica Nº 1" não teve nada de especial, é apenas um almanaque comum com mais páginas e mais histórias, incentivando a leitura, e uma capa cartonada. Quem esperava algo grandioso com grandes clássicos da Turma da Mônica se decepcionou. Apesar de serem histórias de 10 anos e pelo tempo decorrido já não são tão novas assim, mas a qualidade das histórias já ficavam a desejar desde aquela época e não tem grande importância nesse almanaque.

Se for comprar só por ser edição "Nº 1" de um título novo ou quem quer saber como eram as histórias de 2007, mas para quem esperava histórias pelo menos da Globo dos anos 80 e 90 que vem sendo republicadas nos almanaques convencionais se decepciona. Pode ser que nos próximos números eles possam mudar, mas nesse exemplar não valeu a pena. 

sábado, 10 de junho de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 123

Uma capa linda sem piadinha, apenas um desenho bonito com Chico Bento e Rosinha namorando de mãos dadas atravessando uma cachoeira em uma ponte formada por um arco íris e olhando a paisagem. Muito caprichada.

Nessa edição teve a famosa etiqueta de preço que costumavam ter ao mudar o preço da edição de capa por causa da inflação. Sendo que a etiqueta foi retirada e como era com cola danificou a parte onde ela estava.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 123' (Ed. Globo, Setembro/ 1991).


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Bidu: HQ "Sem roteiristas"


Mostro uma história simples com o Bidu com problema de não ter nenhum roteirista para escrever a sua história. Com 4  páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 48' (Ed. Globo, 1988).


Capa de 'Cascão Nº 48' (Ed. Globo, 1988)

Nela, Bidu entra na sua história. Ele fica parado e não acontece nada, só uma borboleta voando. Ele chama Manfredo para saber que acabou a primeira página e nada havia acontecido.



Manfredo avisa que não tem roteirista na firma: Rubão está doente, mais para lá do que para cá, Robson estava de férias e a Rosana se casou e estava em Lua-de-Mel. Bidu sugere apelar para o Mauricio para escrever uma história ao estilo à moda antiga e Manfredo diz que o Mauricio está viajando a negócios. 

Bidu diz que eles vão ter duas alternativas. Ou devolver o dinheiro que os leitores pagaram na revista ou então improvisar. Manfredo sugere outra alternativa e chama o Bugu pra entrar na história. Bidu recebe de braços abertos dessa vez e fala para ele começar logo com suas imitações sensacionais. Bugu diz que não vai dar porque não tem nada preparado já que não encontrou nenhum roteirista e são eles que ajudam no texto. 



Manfredo traz um livro de antologia para ver se inspiram alguma coisa, mas as ideias são tudo fora do estilo deles e velhas, voltados para maiores de 90 anos. Bidu implora que alguém ajude com uma piada e tacam uma pia quebrada em cima da cabela dele. Bidu resolve conversar com Dona Pedra, mas ela não tinha nenhuma inspiração pra conversar. De repente aparecem de volta o Mauricio e os outros roteiristas já com seus problemas resolvidos e prontos para criar uma história para o Bidu, mas já era tarde porque a história estava no final e não dava mais pra fazer mais nada.



Muito legal essa história envolvendo metalinguagem e brincando como seria uma história se não tivesse nenhum roteirista. Na verdade, algum roteirista criou essa história brincando com essa possibilidade e ainda encaixou fatos que aconteceu como a Rosana Munhoz ter se casado na época de verdade e ter ficado em Lua-de-Mel. O casamento dela também foi retratado na história "O casamento da roteirista",de 'Mônica Nº 18' , de 1988. 

Tem os lances engraçados como Manfredo dizer que o Rubão estava mais pra lá do que pra cá, ter que devolver o dinheiro da revista para os leitores por não terem produzido história nenhuma e uma pia cair na cabeça do Bidu do nada. Coisas assim se tornou mais engraçada ainda. Os traços muito bons e umas cores bacanas com o rosa com tom voltado para o roxo como acontecia algumas vezes na época.


Rubão (Rubens Kyiomura), Robson Lacerda e Rosana Munhoz eram os roteiristas que faziam brilhantemente as histórias nos gibis do final dos anos 80. Com a saída do Reinaldo Waisman para produzir os gibis da Xuxa, ficaram só esses 3 roteiristas na MSP e ficou claro que Mauricio de Sousa não escrevia mais as histórias, só em ocasiões especiais. No início dos anos 90 que começaram a parecer outros roteiristas na MSP aos poucos, mas eles continuaram ainda por um bom tempo nos anos 90, sendo que Rubão ficou até por volta de 1997, Rosana infelizmente faleceu encerrando sua linda trajetória e o Robson continua até hoje lá.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Tirinha Nº 48: Turma do Penadinho

Diz a lenda que cama de vampiro é uma árvore. Então quando Zé Vampir foi dormir na sua cama de 3 metros de altura, não teve uma agradável surpresa. Uma das tiras de 1986 que fechavam os gibis sem ser com tira do personagem principal da revista,

Tirinha publicada originalmente em 'Mônica Nº 193' (Ed. Abril, 1986).


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Capa da Semana: Cebolinha Nº 138

Uma das raras capas do Cebolinha da Editora Abril sem alusão à história de abertura. Nela, Cebolinha confuso, sem saber se Floquinho é um cachorro de verdade, por estar soltando som de vários bichos e até buzina de carro. Por causa do seu formato, era comum situações assim com a dúvida se o Floquinho era cachorro mesmo.

A capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 138' (Ed. Abril, Junho/ 1984).


quarta-feira, 10 de maio de 2017

HQ "Parabéns, Magali!"

Hoje, dia 10 de maio, é aniversário da Magali. Então, mostro uma história de quando ela ajudou a sua mãe a enrolar os docinhos da sua festa só com o interesse de comer antes da hora. Com 8 páginas no total, foi publicada em 'Magali Nº 128' (Ed. Globo, 1994).

Capa de 'Magali nº 128' (Ed. Globo, 1994)

Nela, os pais estão enrolando os docinhos e salgadinhos na véspera da festa de aniversário da Magali, reclamando da correria de fazer tudo aquilo, quando aparece a Magali na cozinha, perguntando se pode ajudar porque não está conseguindo dormir com o cheiro divino de coisas gostosas.


Seu Carlito acha a ideia boa, já que enquanto a Magali ajuda, ele coloca os enfeites na sala. Dona Lili aceita e avisa que não é para a filha beliscar nada enquanto ajuda a enrolar os docinhos. Magali pergunta se não pode ser só um docinho e a mãe diz que no caso dela impossível comer um só e amanhã ela mata a vontade.


Magali acha uma tortura enrolar os docinhos na frente de tanta coisa gostosa e passa a criar táticas para ver se consegue comer. Ela pergunta para mãe o que vai ter na festa. Dona Lili diz que muita coisa como brigadeiro, cajuzinho, sanduíche de salsicha, coxinha, gelatina, bolo, entre outros. Magali comenta que é muita coisa mesmo e que vai ficar tudo gostoso porque ela cozinha muito bem e ai resolve preparar um sanduíche para comprovar isso. Dona Lili não deixa ela pegar e diz que só na hora da festa e misturar tudo antes da festa faz mal.


Enquanto enrola os docinhos, Magali pensa que faz mal nada senão como ia ser servido tudo aquilo na festa e logo vai dar um jeito de provar alguma coisa. Passam mais de 2 horas, a mãe não sai da cozinha e Magali desesperada que não comeu nada até agora. Já estavam quase terminando tudo, quando o Seu Carlito chama a esposa para ajudar a pendurar os balões.


Quando a mãe sai, Magali fica sozinha na cozinha, diz que lembra só que tem um monte de coisas gostosas em volta dela e passa a comer um pouco de cada coisa, como alguns docinhos, sanduíches, gelatinas, etc, que nem dar para notar a diferença que foi comido. Magali sai da cozinha, avisando que vai dormir porque já ajudou bastante. Dona Lili corre para cozinha para ver se a filha comeu alguma coisa, mas não deu para ver a diferença por ser muita coisa e espera não ter comido nada.


Chega o dia do aniversário e Magali amanhece se queixando com muita dor de barriga. Dona Lili pergunta se ela comeu alguma coisa na noite anterior e Magali diz que uns 5 de cada coisa. A mãe dá bronca, dizendo que não era para comer só na hora da festa e Magali diz que não sabia que ia fazer diferença e pergunta se não vai mais ter festa. Dona Lili diz que vai e no final a festa é no quarto em volta da cama com os amigos comendo de tudo e Magali só tomando chá de folhas de goiaba e a mãe lembrando que quando a gente exagera na comida, dá dor de barriga, mas só no dia seguinte à festa.


História muito divertida mostrando uma Magali interesseira em ajudar só para comer as coisas da sua festa de aniversário. E ainda mostra o clima de uma véspera de aniversário e a trabalheira que dá para fazer uma festa. Engraçado ver suas táticas para tentar comer. Como desobedeceu à mãe, acabou tendo o castigo de ter dor de barriga bem no dia da festa, coisa que podia ter evitado se tivesse obedecido. Ou seja, ela aprendeu a lição da pior forma possível. 


Era comum histórias assim de mostrar as lições de moral a partir dos erros e atitudes incorretas. Gostava bastante quando acontecia isso. Eles gostavam também de dar castigo para Magali com ela com dor de barriga. Várias vezes ela se deu mal assim por causa da sua gula, como já mostrei AQUI nessa história. Os traços muito bons e caprichados, como de costume na época. Capa do gibi com piadinha de aniversário, mas sem alusão à história de abertura, bem comum também.


Essa foi a primeira história da Magali de aniversário dela e, assim considerada, clássica, tanto a história como o gibi. Em 1994 os personagens começaram a ter data fixa de aniversários e desde então todo ano tem histórias de aniversário nos gibis nos seus respectivos meses. No início era legal, por ser novidade e terem mais ideias criativas, às vezes eram até gibis quase inteiros comemorativos (nessa edição foram 3 histórias com aniversário da Magali), mas depois ao passar dos anos isso se tornou cansativo, por todo ano ser a mesma coisa de ter história de abertura sobre o tema. Se fosse só de vez em quando ai sim seria interessante.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Capa da Semana: Cascão Nº 142

Uma capa com Cascão e os meninos em uma corrida de carrinhos e o Cascão nem se importando de que não ganhou corrida, só feliz com o seu carro soltando muita poeira do jeito que gosta. Hoje seria impublicável por fazer apologia à poluição de automóveis.

Capa dessa semana é de 'Cascão Nº 142' (Ed. Globo, Junho/ 1992).


domingo, 30 de abril de 2017

Magali Nº 53 - Editora Globo


Em junho de 1991 chegava nas bancas o gibi 'Magali Nº 53'. Nessa postagem faço uma resenha de como foi esse gibi.

Tem uma capa muito caprichada com a Magali escalando uma montanha na intenção de pegar o ovo que a urubu estava chocando para fazer ovo frito. O gibi teve 6 histórias no total, incluindo a tirinha final. Como histórias de secundários nessa edição foram com Dudu e Mingau, como era a particularidade nos gibis quinzenais da Magali. A do Dudu teve participação da Magali e na do Mingau, não.

Abre com a história "Magali e o saco sem fundo",de 13 páginas. Nela, Magali faz malcriação no supermercado quando pede um saco de bala para a sua mãe, Dona Lili, após ela ter enchido o carrinho com tudo no mercado. Uma senhora ouve a malcriação e fala para Magali que se continuar assim, o homem-do-saco vai levá-la, junto com todas as outras crianças malcriadas. O saco é sem fundo e as crianças não saem nunca mais de lá. Magali não acredita na história e depois que Magali vai embora com a mãe, a senhora, que na verdade é uma bruxa, sai voando pela janela para contar tudo para o seu primo Fredregunço, o homem-do-saco.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Depois, Magali comenta com a Mônica na rua que a mãe não deixou levar umas balas do mercado, fez birra lá e não adiantou. Mônica imagina que ela já tinha comprado o mercado inteiro e fala que devia ser mais obediente com a mãe, assim como ela é com seus pais. Nessa hora, aparece o Fredregunço e pergunta qual delas é a Magali. Ela se apresenta e ele taca o saco em cima dela para colocá-la dentro. Mônica exige que solte a amiga e o homem-do-saco pergunta se ela é a Mônica de Sousa. e acaba carregando também por ter desobedecido o pai por ter assistido televisão até tarde.

Dentro do saco, as duas encontram todas as crianças malcriadas do mundo que o homem-do-saco tinham levado, comandadas por  Pedrinho Faisasartes, que havia posto fogo nas cortinas de casa e ainda fica surpreso quando descobre o motivo delas estarem lá dentro, achando o homem-do-saco cada vez mais exigente. Ele diz que ninguém sai mais do saco depois que entra e ficam brincando o tempo todo, inventando jogos para passar o tempo. Eles brincam juntos, até que Cebolinha e Cascão entram no saco também. Cebolinha por não ter arrumado o quarto que a mãe pediu e Cascão por ter jogado futebol na sala sem a mãe saber.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Depois dos meninos descobrirem sobre a história do homem-do-saco e que não vão mais sair de lá, as crianças brincam para valer, mas quando lembram que vão ficar lá para sempre ficam emocionados de que nunca mais vão ver os pais e dariam tudo para voltar para casa. Nessa hora, desperta a fome incontrolável na Magali por ter ficado horas sem comer e ainda fica mais desesperada por saber que não tem nem pirulito e sorvete lá. Ela fica nervosa demais, socando tudo que encontra e o Cascão suando muito de nervoso, faz com que a Magali encontra o fundo do saco e consegue rasgar com o braço e libertar todas as crianças de lá.

No final, o Fredregunço fica inconformado que o saco mágico ficou inutilizado e ver se arruma uma nova profissão, quem sabe como ajudante de Papai Noel especializado em saco. As crianças voltam para suas casas e prometem não fazer mais artes e fazerem o que os pais mandaram antes de entrarem no saco. Mônica vai ver a Magali na casa dela e a vê comendo muito para compensar o tempo que ficou sem comida e a Mônica comenta que a Magali que é o verdadeiro saco sem fundo, se referindo ao estômago da amiga que nunca fica saciada.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Essa história é muito boa, um clássico da Magali, que faz alusão à lenda do homem-do-saco que carregam crianças desobedientes. Tudo indica que foi roteiro de Rosana Munhoz, por se tratar de fábula, magia, e sem contar que saíam muitos histórias da Magali dela na época. Os traços excelentes, com direito à curva nos olhos dos personagens com raiva ou só um um risco nos olhos quando estavam emocionados demais e interessante ver fundo preto em quase toda a história, o que é raro nos gibis da MSP, só quando retrata escuridão total como foi nessa. Até capas de fundo preto era bem raro.

Trecho da HQ "Magali e o saco sem fundo"

Em seguida vem "Dudu Comilão", de 3 páginas. Nela, Dona Cecília, mãe do Dudu serve o almoço para o filho e diz que vai ficar uma semana sem assistir televisão se não comer tudo. Ela sai e ele come tudo bem rápido e pede mais. Dona Cecília fica feliz e serve outro prato e ele come tudo de novo e por mais uma vez. na quarta vez, a comida acaba e Dudu reclama que logo hoje que estava com fome de leão. Debaixo da mesa, Magali diz que não tem problema porque já estava satisfeita, entregando, assim, o plano infalível do Dudu. Dona Cecília o deixa de castigo e ele vai na janela e comenta com o Cebolinha que o plano dele não deu certo, ao ver o Cebolinha e Cascão surrados pela Mônica. 

História do tipo de outros personagens criarem seus planos infalíveis sem ser o Cebolinha, mas sempre se dando mal no final, a seu modo. Magali que exerceu a função do Cascão de estragar o plano do Dudu. De certa forma, a ideia central não deixa de ser semelhante à história "Aluguel de barriga", que Magali também ficou embaixo da mesa pra comer o almoço do Dudu, que sairia 3 edições depois, em 'Magali Nº 56', de 1991.

Trecho da HQ "Dudu Comilão"

"Só um pouquinho", história muda de 2 páginas, com Magali dando um pouco de pipoca para os bichos que encontra na rua. Ela dá pipoca pra passarinhos, gato, cachorros e vai ao zoológico para não ficar sem a pipoca, já que lá não pode alimentar os animais. A seguir, a história completa:

HQ "Só um poquinho"

Em "Come-come", de 3  páginas, Magali joga com seus amigos jogos que lembram comer peças adversárias. Com o Dudu ela joga damas, com a Mônica videogame Come-Come e Franjinha, xadrez. Com todos, Magali come tudo, uma especialista em comer peças e seus amigos ficam até assustados com a sua façanha. Quando chega em casa, Dona Lili diz pra filha que o almoço vai ser servido e ela diz que não vai comer porque está com sensação de estar satisfeita, já que "comeu" várias peças dos jogos. Só assim para ela ficar empanturrada sem comer nada real.

Trecho da HQ "Come-Come"

O gibi termina com "A travessia", uma história do Mingau de 7 páginas, em que ele vê um prato de peixe esfriando na janela enquanto está passeando na rua e deseja ir até lá para pegar o peixe, mas não conta que tinha um cachorro grande e brabo tomando conta da casa. O cachorro não deixa pegar o peixe e avança nele e ai Mingau passa a fazer várias tentativas para conseguir. 

Trecho da HQ "A travessia"

Primeiro tenta fazer acordo com o cachorro para pegar o peixe e repartir com os 2. O cachorro não aceita e ainda tenta bater no Mingau com um osso gigante. Depois, Mingau se equilibra no varal de roupa até tentar chegar na janela e ainda dá um "adeuzinho" para o cachorro enquanto faz a travessia pelo varal, dizendo que ele é mais esperto. O varal arrebenta, Mingau cai, o cachorro ataca e Mingau sai em disparada. 

Depois, Mingau tenta pegar o peixe fazendo um salto de vara, mas quando chega na janela, a dona da casa fecha e Mingau bate de cara na janela e ainda é atacado de novo pelo cachorro. No final, Mingau vai para casa tomar seu leite e impede de um rato pegar um queijo que estava na mesa, fazendo a mesma coisa que o cachorro fez com ele.

Trecho da HQ "A travessia"

História muito bacana, lembra muito desenhos animados como Tom & Jerry, Pica-Pau, Pernalonga, etc. Gostava de histórias assim do Mingau na rua, contracenando com seus amigos gatos ou cachorros valentões. Hoje em dia, colocariam o Rúfius no lugar desse cachorro valentão. Em vez de criarem um cachorro diferente para cada história, como era na época, passaram agora a padronizar só o Rúfius com essa função de cachorro mais brabo da rua. Traços sensacionais, adorava o Mingau desenhado assim desse jeito.

Trecho da HQ "A travessia"

Na tirinha final, Cebolinha diz que tem uma surpresa para a Magali que está na sua mão fechada. A intenção era ela adivinhar o que era antes, mas avança na mão para comer, sem nem saber o que era, se era algo pra comer mesmo. Muito engraçada.

Tirinha da edição

Como podem ver um gibi muito legal, bem característico como era os gibis da Magali na época. Sempre com foco à característica da Magali de sua fome exagerada e pensar em comida o tempo inteiro. E histórias do Dudu e Mingau como secundários fixos se tornava mais legal os gibis dela. Os traços de todas as histórias muito bons, principalmente as de abertura e do Mingau. Vale a pena ter esse gibi na coleção.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Capa da Semana: Mônica Nº 19

Uma capa sem piadinha, apenas com um desenho bonito com a Mônica tirando passarinho da gaiola para namorar com o outro do lado de fora e Bidu dormindo nas amofadas. Nos primeiros números dos gibis da Mônica da Editora Globo eram comuns capas da Mônica com desenhos bonitos apenas.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 19' (Ed. Globo, Julho/ 1988).


domingo, 16 de abril de 2017

HQ "Cascão de Páscoa"

Em homenagem à Páscoa, compartilho uma história em que o Cascão ficou dentro de um ovo de Pascoa que o Cebolinha ia dar para a Mônica, causando muita confusão. Com 11  páginas no total, foi publicada em 'Cascão Nº 69' (Ed. Abril, 1985).

Capa de 'Cascão Nº 69' (Ed. Abril, 1985)

Cascão e Cebolinha correm da Mônica depois que o Cascão estraga mais um plano infalível. Cascão entra em um buraco de uma parede enquanto Cebolinha continua fugindo da Mônica. 


Cascão fica aliviado por ter escapado, mas não contava que Mônica aparecesse de surpresa. Ela tenta pegá-lo do esconderijo, mas ele acaba caindo e vai parar em uma máquina em movimento. É descoberto que ele estava em uma fábrica de ovos de chocolate "Chocolatol" e ele cai em uma máquina que estavam produzindo os ovos. Ele acaba ficando dentro de um ovo produzido e é levado para ser comercializado em loja.


Enquanto isso, Cebolinha ainda está fugindo da Mônica e consegue despistá-la ao se esconder atras de uma árvore. Ele vê que a Mônica está muito furiosa dessa vez e resolve comprar um ovo de Páscoa para ela esquecer do plano infalível que fez. Cebolinha vai na loja e pega justamente o ovo que está o cascão dentro por ser o maior da loja.


No caminho, Cebolinha acha o ovo pesado e Cascão, dentro dele, acorda com o movimento, sem saber aonde estava e só percebe que o Cebolinha estava do lado de fora por estar cantando mal. Cascão logo percebe que está em uma estrutura de chocolate e pelo formato era um ovo de Páscoa, mas não sabe como foi parar lá.


Cascão tenta abrir o ovo fazendo corte com a sua "tampinha premiada". Quando faz o corte, ele vê a Mônica furiosa, com ela querendo saber como tem coragem de aparecer na casa dela depois do que aprontou. Cascão trata logo de fechar o ovo antes que o vejam. Mônica nem completa a frase e Cebolinha trata logo de falar que está dando um ovo de Páscoa de presente. E Cascão nervoso dentro, pensando que a Mônica vai arrebentar com eles e que não vai acalmá-la com um ovo de Páscoa.


Mônica agradece o Cebolinha pelo ovo de Páscoa e, gentilmente, o convida pra entrar na sua casa, acabando, assim, a raiva de repente. Cebolinha comemora que deu certo a sua ideia. No sofá, Mônica pergunta se o ovo é apra ela mesmo e Cebolinha diz que é como desculpas pelas besteiras que o Cascão aprontou com ela. Mônica e Cascão estranham que foi Cascão que aprontou.


Cebolinha causa discórdia, dizendo que não é ele quem bola todos os planos infalíveis, que é só um pobre inocente sempre envolvido pelo papo do Cascão, que se aproveita da sua ingenuidade e o usa contra ela. Diz que não faria mal nem a uma mosca e muito menos a uma menina tão charmosa como ela. Cascão fica com raiva, sai do ovo, pega o Sansão e bate na Mônica e joga o coelhinho na mão do Cebolinha para ela pensar que foi ele quem bateu.


Mônica quer satisfação do Cebolinha de primeiro dar o ovo e depois bate nela. Cebolinha diz que não foi e ela pergunta quem foi, já que só tem os 2 lá. Na distração dos 2, Cascão dá um tapa na cara do Cebolinha. ele pergunta por que deu tapa se não foi ele quem bateu e que vai pegar o ovo de volta. Na nova distração deles, Cascão imita a voz da Mônica dizendo que é para pegar o Sansão que caiu no chão. nessa hora, Cascão belisca a bunda da Mônica que vai parar no teto e ainda ele empurra o Cebolinha e faz cair no chão.


Mônica e Cebolinha ficam com muita raiva, agem como inimigos como gata e cachorro e avançam um no outro e brigam muito pelo que supostamente fizeram um com o outro. Na cozinha, Dona Luísa, mãe da Mônica, ouve o barulho e vai na sala conferir e Cascão diz que na opinião dele deviam comer chocolate porque estão fraquinhos, com os 2 nocauteados no chão, terminando assim.


Essa história é muito engraçada, uma situação foi puxando outra, dando um enredo muito bom. De um plano infalível fracassado, puxou do Cascão ficar dentro de um ovo de Páscoa, depois levou a discórdia dos seus amigos como vingança  depois do Cebolinha inventar coisas a seu respeito. No final, acabaram se dando mal e não descobriram que era o Cascão que estava por trás disso tudo. Se quisessem podiam ter feito um final alternativo com eles descobrindo e o cascão se dando mal.E ainda fica a imaginação do leitor como foi o plano infalível fracassado.


Nela, o Cebolinha pensou errado, trocando o "R" pelo "L"como prevalecia na época. Ultimamente gostam de colocá-lo pensando certo, sem trocar letras. Interessante também a marca do do ovo de Páscoa "Chocolatol", eram bem criativos com os nomes. 


Os traços muito bons e caprichados. bem típicos dos anos 80. Na postagem a coloquei completa. Na capa do gibi, apesar de fazer piadinha, acabaram citando o nome da história de abertura nela. Outra curiosidade que essa história nunca foi republicada té hoje, podia ter sido em algum almanaque do Cascão a partir de 1995, o que não aconteceu. Então, se torna uma história rara e só quem tem ou teve esse gibi que a conhece.