segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Chico Bento: HQ "Chico de castigo"

Compartilho uma história em que o Chico Bento ficou de castigo na escola e resolve pescar  dentro da sala de aula mesmo enquanto tava de castigo. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 26' (Ed. Abril, 1983) e republicada em 'Almanaque do Chico Bento Nº 11' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Chico Bento Nº 11' (Ed. Globo, 1990)

Começa com Professora Marocas deixando o Chico Bento de castigo por não ter feito a lição. Ele vai para uma cadeira reservada perto da janela enquanto a classe toda ri da cara dele. 


Chico fica sentado e faz cara de triste para ver se a professora fica com pena e o tire do castigo. Marocas faz cara feia e bem braba quando ele pede se pode sair do castigo e ele fica sem graça e se perguntando como ela aprendeu a fazer aquela cara. 

Em seguida, ele olha para a lagoa de fora da escola cheia de peixe e fica com vontade de pescar e diz que dava de tudo para ter uma varinha de pescar, quando surge o Zé Lelé vindo de uma pescaria com vara cheia de peixes. Chico pede emprestado a vara de pescar emprestada a ele e começa a pescar escondido lá dentro da sala mesmo já que o fio da vara alcançava perfeitamente à lagoa.


Professora Marocas estranha de Chico virado para janela e com uma mão para fora e manda olhar para frente. Então, ele fica de meio olhar para dentro da sala e meio para fora. Marocas fala para ele deixar as 2 mãos para frente e aí ele coloca a varinha nas suas costas. Enquanto Marocas fala que ele não é um mau menino, mas precisa leva rumas broncas para aprender, ele apronta pescando de costas com esperança que algum peixe morda a isca. 


Um peixe morde e faz o Chico balançar a cadeira e Marocas pergunta se ele tem alguma coisa e responde que não. Logo, um peixe enorme avança no peixe menor na vara e Chico e Chico bate forte na janela. Marocas se assusta e vê que ele está tremendo e pensa que é do sistema nervoso por estar de castigo. Ela fica com pena e fala que pode sair do castigo. Ela o segura nas mãos para levar até o seu lugar na sala, pedindo para ficar calmo quando a vara o puxa para traz de novo.


Marocas fica braba e puxa o braço do Chico ordenando que ele volte para o lugar dele para ela não se sentir culpada e vai voltar nem que seja á força. Quando um peixe gigante ataca o outro peixe da isca e aí a forçado peixe faz Chico e Marocas avançarem para fora da janela indo parar na lagoa. Chico aproveita para pescar em cima da cabeça da professora, que fica quase se afogando na lagoa, falando para o peixe que não vai escapar por não conhecer o Chico pescador. E consegue colocar o peixe para fora da lagoa comemorando que pegou, quando Marocas o puxa pela orelha falando que pegou também.


No final, um tempo depois, Seu Bento, pai do Chico, pergunta para o Hiro que estava descansando em frente a uma árvore, se não tinha visto o Chico. Hiro fala que etá tirando foto com a professora. Quando Seu Bento chega lá, vê Maroca segurando o filho pela camisa e o peixe, todos molhados, tirando foto lambe-lambe, afinal pescador tem que mostrar para posteridade fotografia do que pescou.


História engraçada demais com o Chico tentando pescar enquanto estava de castigo. Cada artimanha que ele fez só para ter o que fazer durante o castigo. Engraçado vê-lo pescando só com uma mão e depois com a vara de pescar nas costas. Na postagem a coloquei completa. Do tempo que ele era um mau aluno e vivia atazanando a professora Marocas e aí saía histórias incríveis como essa. 

Completamente incorreta, já começando o fato de professora deixar Chico de castigo, além do buylling da turma rir da cara dele por conta disso, do Chico aprontar com a professora, pescar durante a aula, e a professora puxar orelha dele no final. Histórias de pescaria também são evitadas hoje por estar maltratando peixes. Então, nunca mais terá uma história assim na MSP.


Os traços muito bons, bem caprichados e com certos movimentos principalmente do Chico pescando na lagoa, dando estilo de desenho animado. Foi republicada novamente depois em 'Coleção Um Tema Só - Chico Bento Pescaria" (Ed. Globo, 1997), de onde tirei as imagens da publicação. Uma curiosidade do código de indicação de história da primeira página fazer referência ao 'Almanaque do Chico Bento Nº 11', de 1990, em vez de colocar que é uma história da Editora Abril, que no caso teriam que colocar que era de 1997. Abaixo, a capa desse 'Coleção um Tema Só Nº 17'.

Capa de 'Coleção um Tema Só Nº 17' (Ed. Globo, 1997)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Magali: HQ "A grande promoção"

Mostro uma história em que a Magali queria achar um cupom a todo custo para participar do sorteio das paçocas "Farelo feliz". Com 9 páginas no total, foi história de abertura de 'Magali Nº 202' (Ed, Globo, 1997).

Capa de 'Magali N º 202' (Ed. Globo, 1997)

Escrita por Emerson Abreu, começa com Magali vendo um papo do Xaveco e Jeremias que o Cascão vai ficar milionário, comprar um time de futebol e virar celebridade com entrevista no "Xô Onze e Meia". Magali não entende nada e eles explicam que o cascão ganhou um cupom pra participar do sorteio das paçocas Farelo Feliz e iria ficar milionário com o prêmio.


Magali acha isso absurdo e quer ver o cupom. Xaveco e Jeremias não deixam ela ver alegando que são guarda-costas do Cascão e ninguém vai ver o cupom. Magali diz que o Cascão nem foi sorteado ainda e os meninos falam que gente invejosa não pode ver ninguém subir na vida que já começa a criticar e resolvem ir embora, com o Cascão já planejando ter um pônei.


Magali fala são uns bobos, que nem queria o cupom, e logo depois um menino pede uma paçoca "Farelo Feliz" para um ambulante e encontra um cupom. Magali fica espantada com isso, mas não dá o braço a torcer pra comprar a paçoca, falando ao ambulante que não quer o cupom por ele ser bobo. Logo depois, aparece Mônica comentando sobre o sorteio de prêmio surpresa das Paçocas Farelo Feliz, e então Mônica, Denise e Cascuda pedem a paçoca e as 3 ganham o cupom,  deixando Magali passada e sai correndo para não comprar as paçocas.


Chegando em casa, Magali pega moeda e vai ao ambulante para comprar  a paçoca escondida. Aí, ele diz que acabou por todo mundo tá comprando por causa da promoção. Magali fica desesperada, querendo participar a todo custo. O ambulante dá sugestão de ir à padaria e ela vai correndo a jato. Chegando lá, ela pede uma paçoca, mas não veio o cupom, come e pede outra e nada. Come 15 paçocas e nada de cupom. Cebolinha chega e pede uma e ganha o cupom. Magali fica revoltada e compra todas as paçocas do bairro carregando em um carrinho de mão.


Depois sua mãe, Dona Lili, pergunta o que aquele carrinho de mão está fazendo na sala e encontra a filha debaixo de vários papéis de paçocas. Magali diz que já está com barriga doendo e enjoada de comer tanta paçoca e não encontra o cupom do sorteio. Dona Lili diz que tem um cupom no bolso por ter pego uma paçoca de troco quando foi à padaria de manhã cedo e então Magali desmaia.


No final, Mônica e Cebolinha vão até em frente a casa da Magali, perguntam se lembra da promoção das paçoca "Farelo Feliz" e ela conta que sim e que ainda estava se recuperando de uma dor de barriga e não aguenta ver paçoca na sua frente, e então eles contam que tem 2 notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que ela foi a vencedora da promoção e a ruim que o prêmio era um caminhão lotado de paçocas farelo Feliz, deixando , assim Magali desesperada.


Uma história legal, mostrando uma promoção contagiando o bairro do Limoeiro todo com um prêmio surpresa. Interessante ver a teimosia da Magali resistindo a participar de promoção por todo mundo estar participando, dando uma de Do Contra, e quando resolve, todos encontram o cupom, menos ela, deixando irritada com isso. Foi inspirada no filme "A fantástica Fábrica de Chocolates", de 1971. Legal a paródia "Xô Onze e meia" se referindo ao programa "Jô Soares Onze e meia".


Essa foi uma das primeiras histórias do roteirista Emerson Abreu escrita para Magali, era um estilo diferente do que adotou um tempo depois, hoje dá até pra estranhar tipo uma história dele com poucas tiradas e tão curta assim, mas também o gibi era quinzenal de 36 páginas e não dava para prolongar muito. Dá pra notar diferença nos traços e sem caretas, o que torna muito legal. Nessa, foi só a Magali de língua de fora já no final quando descobriu que foi a vencedora da promoção.


Nas histórias dele de 1997 e 1998, eram no máximo, o personagem com cara de espanto esticando as mãos ou de língua de fora bem discreta quando o outro contava uma piada, o que chegou a ter questionamentos do povo no início da internet de porque os personagens ficavam com tanta língua de fora, mas nada que prejudicasse as histórias nesses momentos. Tudo era bem de leve e aos poucos foram inserindo as caretas nas histórias ao longo dos anos. 


Independente de personagens com caras de espanto e línguas de fora, os traços era bacanas, os últimos bons da MSP, e eram colocados mais em histórias de aberturas e não só em histórias do Emerson. Também foi a primeira que apareceu em suas histórias que o Cascão queria ter um pônei, depois acrescentando ao longo dos anos que tinha que ser um pônei cor-de-marmelo, o que conseguiu somente em 'Cascão Nº 35' (Ed. Panini, 2009). Essa história ainda foi lembrada, tendo referência em 'Magali Nº 500' (Ed. Panini, 2015), sendo então marcante pra MSP.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Capa da Semana: Chico Bento Nº 216

Uma capa incorreta com o Nhô Lau dando tiro na árvore e flagra o Chico Bento escondido comendo as goiabas deles. Na certa já desconfiava que o Chico estava lá. Engraçadas as caras dos dois nela.

Capa dessa semana é de 'Chico Bento Nº 216' (Ed. Globo, Maio/ 1995).


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tirinha Nº 51: Mônica

A força exagerada da Mônica sempre foi bem explorada nos gibis, principalmente em tirinhas. Nessa, o espirro da Mônica é tão forte que faz arrastar e sumir tudo o que estava na sua frente. Muito boa.

Tirinha publicada originalmente em 'Mônica Nº 19' (Ed. Globo, 1988).


domingo, 3 de setembro de 2017

Piteco: HQ "A Procura do Fogo"


Mostro uma história em que o Piteco precisou enfrentar homens de outra aldeia para conseguir levar fogo para a Aldeia de Lem. Com 7 páginas no total, foi publicada em 'Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1990).

Capa de 'Mônica Nº 45' (Ed. Globo, 1990)

Começa com um prólogo com narrador-observador explicando sobre a importância do fogo para os homens pré-históricos como comer churrasco de dinossauro, peixe assado, se aquecer no frio, afugentar animais perigosos entre outras coisas e o pior inimigo do fogo é a água.


De repente começa a cair um dilúvio na Aldeia de Lem, causando uma enchente braba que faz as paredes da caverna do Piteco rachar justamente aonde estava a sua tocha com o fogo. A água carrega tudo pela frente, causando uma enchente braba na região. Todas as cavernas ficam inundadas com seus moradores só com a cabeça de fora em cima d'água.


No dia seguinte, o dilúvio acabou e aparece a Thuga pedindo emprestado a tocha do Piteco porque o fogo da caverna dela apagou. Piteco diz que o dele acabou também e logo percebe que a aldeia toda estava sem fogo por causa do dilúvio. Então, Piteco resolve sair à procura de fogo em outra região.

Piteco, então, percorre caminho longo, subindo montanhas, nadando em rio, atravessando ponte com abismo até que consegue avistar fumaça e quando chega vê que eram três homens mal encarados de outra ladeia em volta de uma lareira . Piteco pede o fogo deles porque a aldeia deles ficou sem e um deles pergunta o que ganhariam com isso. Piteco diz que a eterna gratidão e eles falam que só se o Piteco der mil machadinhas.


Piteco diz que não tem essa grana, mas que pode conseguir o fogo na marra e parte para brigar com os homens. Como eram 3 contra 1, Piteco acaba perdendo a briga e eles ainda jogam o Piteco em cima da fogueira fazendo com que queime a sua bunda. Piteco sai em disparada com fogo saindo na sua bunda, mas apesar de tudo ele aproveita para colocar o fogo em um graveto que encontra no caminho e consegue levar para sua aldeia.

No final, Piteco chega à Aldeia de Lem e Thuga o chama para ver o que o garoto Quico descobriu assim que o Piteco saiu. Era só juntar uns gravetos, pegar 2 pedras e bater uma na outra que eles conseguem o fogo que quiser e Piteco chora porque se aventurou e enfrentou vários perigos à toa.


Uma história legal mostrando como o fogo era importante pro povo de Lem e como fez falta para eles depois de um dilúvio. Piteco passou grande sufoco enfrentando os homens da outra aldeia. Era comum histórias assim com Piteco líder, precisando enfrentar perigos para ajudar ao povo de Lem. E ainda foi informativa explicando sobre fogo.


A Pré-História do Piteco era bem moderna com várias coisas do mundo atual só que adaptadas à Pré-História, como nessa que dinheiro deles era machadinhas. Invenções à frente do seu tempo e que  nas histórias seriam exclusivas criadas por eles. Antes qualquer um podia inventar coisas em Lem sendo que o Piteco era quem mais inventava e a partir de 2007 esse serviço ficou exclusivo ao Beleléu, personagem criado em 1980 que ficou esquecido por muitos anos e foi voltou em forma definitiva a partir de então. 


Teve detalhe do título só aparecer na segunda página da história, com a primeira aparecendo narrador observador explicando sobre o fogo. Era comum isso de narrador na história com um prólogo pra entender melhor a história antes de começar, além de títulos aparecerem em qualquer parte da história, desde no meio da primeira página e às vezes o título aparecendo só final. Ela teve seus momentos incorretos com personagens sofrendo com dilúvio e enchente, Piteco com bunda queimada pelo fogo, o que dificilmente fariam história assim atualmente.


Os traços muito bons e caprichados, os homens até que seguiram um estilo diferente da MSP. Pena que dessa vez não apareceu prego na clava do Piteco. Embora prevalecia na época o prego na clava. mas uma vez ou outra não aparecia, de acordo com desenhista. As cores ficaram bacanas e gostava os gibis com papel oleoso como foi esse da Mônica. Mudavam sempre as cores e papéis na Editora Globo, algumas vezes pra melhor, outras para pior.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Capa da Semana: Cascão Nº 33

Uma capa com o Cascão em apuros com seu anjinho da consciência querendo que ele tome um banho de chuva puxando pela bochecha e o seu diabinho da tentação querendo que ele tome banho no caldeirão fervente puxando pela orelha. Fica sendo aquelas capas do leitor imaginar a sequência da cena, inventar como foi que o Cascão saiu daquela enrascada. Era comum capas assim para soltar a imaginação.

Capa dessa semana é de 'Cascão nº 33" (Ed. Globo, Abril/ 1988).


sábado, 19 de agosto de 2017

Uma história com humor do Horácio

Mostro uma história do Horácio voltada para o humor onde uma interpretação mal feita piorou a situação do Tecodonte. Com 1  página, foi republicada em 'Almanaque da Magali Nº 3' (Ed. Globo, 1990).

Histórias do Horácio sempre foram marcadas pelo lado filosófico e de reflexão, principalmente as de 1 página de tabloides de jornais que depois eram republicadas nos gibis convencionais. Enquanto as dos anos 70 mais longas eram mais de aventuras, as dos anos 80 de 1 página tinham seu lado filosófico.

Nessa história, escrita por Mauricio de Sousa, Horácio encontra Tecodonte com pedra nos rins e sugere ao amigo tomar chá de erva Quebra-Pedra. Mas por ter falado só "quebra-pedra", ficou a má interpretação e acabou o Tecodonte quebrando pedras 2 dias sem parar e piorando a sua dor nos rins pelo esforço que fez ao quebrar as pedras.

Além de ter a sua piada, Mauricio quis ensinar como uma interpretação mal feita pode fazer toda a diferença. Horácio continuou com sua sabedoria típica de sua personalidade, foi Tecodonte o responsável pela piada por não saber interpretar o que o Horácio falou. E ainda ensinou os leitores um bom remédio natural pra quem sofre de pedra nos rins, ou seja, ainda foi informativa.

Os traços bacanas, bem típico dos anos 80. Na verdade foi tabloide de jornal que depois saiu em algum gibi da Editora Abril dos anos 80 e depois republicada nesse 'Almanaque da Magali Nº 3'. Abaixo, essa história de 1  página.



domingo, 13 de agosto de 2017

Mônica: HQ "Meu cabelinho"

No Dia dos Pais, mostro uma história em que o pai da Mônica, Seu Sousa, ficou preocupado com o seu cabelo caindo muito de repente. Com 5 páginas no total, é uma história publicada pela Editora Abril por volta de 1984 e republicada em 'Almanaque da Mônica Nº 46' (Ed. Globo, 1995).

Capa de 'Almanaque da Mônica Nº 46' (Ed. Globo, 1995)

Começa com Mônica querendo passear na rua com o seu pai. Seu Sousa a princípio pensa que ela queria dinheiro, mas vê que tinha interesse também de pagar um sorvete para ela.


Seu Sousa vai ao banheiro pentear o cabelo e ai nota que o pente estava cheio de cabelo enquanto ele penteava e fica desesperado dando um grito de estremecer a casa. Mônica vai correndo para o banheiro para saber o que houve e pede para o pai abrir a porta. Ele se recusa a abrir falando que não pode e que não aconteceu nada. Mônica exige que ele abra a porta senão arromba.


Quando Seu Sousa sai do banheiro, diz para Mônica não rir da calvície dele. Mônica pergunta se é alguma doença e ele diz que é pior que isso e chora ajoelhado fazendo drama que está ficando careca. Mônica tenta consolá-lo lembrando da música que é dos carecas que elas gostam mais e o pai diz que é conversa de um careca para se consolar. 

Seu Sousa pega um chapéu para sair e Mônica diz que não vai sair com o pai com aquele chapéu feio e ele diz que pode pegar um boné então. Mônica fala que está mais cabeludo que o "Sacarias" (Zacarias) e o Seu Sousa diz que ele usa peruca e começa a chorar. Mônica tenta fazer carinho da cabela do pai pra não ficar assim e ele diz para não encostar no cabelo dele para não cair ainda mais.


Em seguida, Cebolinha bate na porta pedindo o pente emprestado de novo. Mônica reclama que ele havia pedido o pente de manhã e agora de novo. Cebolinha diz que é para pentear o Floquinho e pensava que ela sabia por ter os pelos do seu cachorro no pente. Mônica fica uma fera e já se prepara para bater nele quando o Seu Sousa interrompe feliz que não era o cabelo e não estava ficando careca. No final, Cebolinha vai embora levando o pente e Mônica e seu pai saem pra tomar sorvete. No caminho, Seu Sousa comenta que ele vai continuar com sua cabeleira charmosa e bonita , quando eles avistam um senhor careca rodeada de mulheres apaixonadas por ele, deixando claro que é verdade a música que é dos carecas que elas gostam mais.


História simples de miolo muito boa mostrando o cotidiano de preocupação de homem começando a perder cabelo e a relação de pai e filha. Legal ver o drama do Seu Sousa quando descobre que está ficando careca e a Mônica tentando consolá-lo. Engraçada a parte da casa saindo do lugar com o grito que ele deu quando estava com calvície e também a paródia ao nome do Zacarias dos Trapalhões sendo chamado de "Sacarias".

É incorreta pelo motivo dos cabelos no pente do Cebolinha pentear Floquinho com os pentes que eles usavam. Dificilmente republicariam por esse mau exemplo. E nota-se que a palavra "azar" era pronunciada tranquilamente e hoje em dia eles iam mudar a palavra para "má sorte" ou "falta de sorte".


Os traços muitos bons, bem típicos do início dos anos 80 com bochechas formando apenas uma curva direto da cabeça dos personagens. Já estavam quase o estilo que se tornou consagrado em meados de 1984. Interessante também a arte no título colocando um cabelo no último "O".  Nos gibis da Editora Abril e Globo eram repletos de artes criativas nos títulos se tornando mais agradáveis de ler ainda, até por ser tudo manual. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Capa da Semana: Cebolinha Nº 127

Uma das raras capas com o Louco aparecendo. Nela, o Louco fica sendo o reflexo do Cebolinha na água quando ele estava pescando em um barco. Façanhas que só o Louco consegue.

Capa dessa semana é de 'Cebolinha Nº 127' (Ed. Globo, Julho/ 1997).


domingo, 6 de agosto de 2017

Tirinha Nº 50: Chico Bento

Uma tirinha toda incorreta muito engraçada e bem a cara do Chico Bento. Ele bebe água da torneira com as mãos sujas e quando é repreendido pela Rosinha ai resolve beber água com os pés que estavam descalços mais sujos ainda . Ainda  que ele bebesse com um copo normal já estava errado em beber água direto da torneira contaminada. 

Tirinha publicada originalmente em 'Chico Bento Nº 122' (Ed. Globo, 1991).


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Cascão: HQ "Pobre menino da lata"

Mostro uma história em que dois caras de um programa sensacionalista de televisão pensam que o Cascão morava na lata de lixo e levam a lata para ser atração do programa para emocionar os telespectadores e conseguir audiência a custo disso. Com 7 páginas no total, foi história de abertura de 'Cascão Nº 57' (Ed. Globo, 1989).

Capa de 'Cascão Nº 57' (Ed. Globo, 1989)

Chove forte sem parar no bairro do Limoeiro e Cascão se esconde dentro de uma lata de lixo para fugir da chuva e acaba dormindo. A chuva passa e aparece no local um apresentador e um produtor de programa de curiosidades de TV  reclamando que a audiência está mais baixa que programa político e precisam de uma atração para o programa.


O produtor diz que vai levar um homem que come ferro, mas só quando ele sair do hospital porque está com gastrite. O apresentador Alberto Pereira senta na lata de lixo e reclama que não tem nenhuma atração par ao programa daquele dia e o produtor diz que vão cortá-los da TV. Nessa hora, Cascão ronca dentro da lata de lixo e chama atenção deles.

O produtor pensa que é a barriga do Alberto Pereira roncando e pergunta se está com fome. O apresentador, por sua vez, pensa que é a do produtor. Logo veem que o barulho veio da lata de lixo e quando vão conferir era o Cascão lá dentro dormindo e pensam que ele morava lá dentro. Então eles levam o Cascão para a emissora "Tevê Robô" para ser a atração do programa como o "pobre menino que mora na lata de lixo" com a ambição de emocionar os telespectadores e conseguir muita audiência, mais que novela das oito, e mais patrocinadores e ficarem ricos.


Começa a transmissão ao vivo do programa "Curiosidades das Cidades" com o Alberto Pereira apresentando a atração do programa. Ele mostra a lata de lixo e pergunta para plateia e telespectadores o que havia na lata de lixo. Além do lixo, ele prepara para verem uma cena chocante. Quando abre a tampa, aparece Cascão acordando e Alberto Pereira falando que ele era o menino que morava na lata de lixo.

Cascão se espanta com tanta luz e quer saber onde está. Alberto fala que está em um programa de TV e quer que sua voz seja um alerta par ao mundo. Cascão se amostra para as câmeras entusiasmado e Alberto fala para sair da frente para continuar o programa. Alberto pergunta como é viver dentro da lata de lixo, quanto tempo faz. Cascão nem chega a responder e o Alberto fala que é de apertar o coração.


Cascão resolve ir embora do programa e Alberto o impede falando que tem que falar com as autoridades competentes e que precisa de ajuda. Cascão grita por socorro enquanto o Alberto o segura pelo braço e  aí nessa hora aparece o pai do Cascão, seu Antenor, invadindo o programa ao vivo e dá uma surra no produtor e no apresentador, falando que é uma palhaçada, que já estava sentindo falta do filho e a sorte que ligou a TV naquele programa sensacionalista e leva Cascão pra casa.


No final, Alberto Pereira manda cortar a transmissão e eles são demitidos com direito ao chefe expulsar dando chute na bunda deles. Alberto lamenta por estarem na rua, não tem mais nada e arruinados. O produtor pergunta aonde vão passar a noite e eles resolvem dormirem em uma mesma lata de lixo, com um arrumando jeito de se encaixarem melhor lá dentro. Ou seja, se tornaram os verdadeiros moradores de lata de lixo  como castigo.


História legal com os caras da televisão com ambição de ter atração sensacionalista para dar audiência no programa deles. Serve como uma crítica a programas sensacionalistas que procuram mexer com a emoção dos telespectadores, expondo publicamente o sofrimento dos outros em busca da audiência. Na época até que não tinha muitos programas assim, pareceu até uma previsão do que seria mais comum a partir de meados dos anos 90 e hoje em dia são mais frequentes programas assim.


Interessante que Cascão até apareceu pouco, contracenando poucas vezes com o apresentador de TV, embora ele estava dentro da lata de lixo o tempo todo. Legal o nome do canal deles chamado de "Tevê Robô", eram bem criativos nesses nomes. Impublicável hoje em dia porque além do tema de estar explorando sofrimento de uma criança de rua que supostamente morava na lata de lixo, tem também o fato do Cascão ficar dentro da lata de lixo que não é permitido atualmente, fora os personagens falarem abertamente certas palavras também proibidas nos gibis atuais como "Droga!", xingar os outros de imbecil e idiota e sendo chutados no final. 


Os traços muito bons, adorava os desenhos assim e as cores também excelentes, uma das melhores cores dos gibis da Editora Globo. Parece que não foi republicada até hoje, pelo menos não tenho conhecimento. Quase todas dessa época foram republicadas, mas essa acho que não. Se foi, talvez em algum Almanação a partir de 1999. O que é legal por ser uma história rara aqui no Blog.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Capa da Semana: Mônica Nº 51

Nessa capa, a turma está no fundo do mar e a Mônica descobre que o Cebolinha escondeu o Sansão dentro de um baú e ainda por cima com orelhas cheias de nó. Capa muito bonita e desenhos bem caprichados.

A capa dessa semana é de 'Mônica Nº 51' (Ed. Globo, Março/ 1991).


sábado, 1 de julho de 2017

Chico Bento: HQ "Chico, 7 anos"

Primeiro de julho, dia do aniversário do Chico Bento. Então, mostro uma história clássica em que o Chico entrou em uma gruta misteriosa no dia do seu aniversário de 7 anos, que marcou o seu crescimento e maturidade. Com 9 páginas no total, foi publicada em 'Chico Bento Nº 2' (Ed. Abril, 1982).

Capa de 'Chico Bento Nº 2' (Ed. Abril, 1982)

Escrita por Mauricio de Sousa, Chico está indo para uma gruta que está sempre acostumado a ir. Ele costuma ir escondido dos pais por acharem que eles iam achar perigoso entrar sozinho lá. Ele entra através de um buraco bem pequeno e sempre se encanta com a paisagem quando vai lá.


Chico dá a sua volta habitual que está acostumado comentando que os pais iam achar perigoso ele ir sozinho e que o seu pai nem ia conseguir entrar no buraco da boca da gruta. Chico vai ao encontro com seu bisavô Firmino e leva um rolo de fumo para o o seu cachimbo

Então, Chico pergunta onde está o resto do pessoal de casa e  e o seu bisavô diz que estão preparando algumas coisas para ele. Chico pergunta por que estão preparando coisas para ele e seu bisavô diz que não esqueceram do seu aniversário que estava completando 7 anos hoje. Nessa hora, aparece sua bisavó com um bolo de fubá, biscoitos e guarapa.


Chico pergunta por que fez tanta coisa e sua bisavó diz que é por causa que hoje ele vai fazer uma viagem. Ele estranha da viagem porque seu pai não avisou nada. Sua bisavó diz que é uma vagem que todos nós fazemos um dia, que às vezes começa e acaba e a gente nem se dá conta. Nhô Firmino pergunta se o bisneto não vai se arreliar com os "coisa-ruim" (saci, bruxa, diabinhos, mula-sem-cabeça, etc). Chico diz que eles estão quietos e vai deixar para lá, hoje só está com vontade de ficar com seus bisavós.


Nhô Firmino faz questão do Chico dar uma última olhada nos seus amigos da gruta. Chico se encontra com anjos, cachorro, Doceira. Ele comenta que vai fazer uma viagem e a Doceira diz que para onde ele for, não esquecer nunca deles. Chico se despede dos seus amigos e no caminho encontra um balanço e vai brincar. Ele nota que o balanço está cada vez mais para baixo, que nem dar para balançar e se pergunta se foi ele quem cresceu.


Enquanto sai da gruta, ele fica comentando no caminho da saída que seu pai ia dar uma surra se o pegasse naquela gruta, que era para estar estudando ou ajudando na roça ao invés de sumir para lá. De repente, passa a dar razão para o pai, falando que está atrasado na escola e que já está encorpado para ajudar na roça sem problema e se não ajudá-lo não vai poder passear na vila nem se encontrar com a Rosinha e o seu sorriso bonito.


Chico encontra a saída da gruta e acha o buraco da boca da gruta muito apertado, mas consegue sair com dificuldade e acha que é porque está comendo muito feijão. Então, ele se lembra que esqueceu de pegar as coisas do seu aniversário com seus bisavós. Ele tenta voltar, mas ele não consegue mais entrar na gruta pelo buraco e começa a chorar. No final, ele sai triste da gruta e no caminho de volta de casa, ele vai listando suas responsabilidades de estudar, ajudar o pai na roça, juntar dinheiro para no futuro se casar com a Rosinha, afinal a partir daquele momento ele não era mais criança.


Uma história filosófica e séria, estilo Mauricio de Sousa,  retratando o final da infância, quando a pessoa se dá conta que não é mais criança, sem ligar mais para as brincadeiras e passando a ter responsabilidades. Chico Bento ia nessa gruta desobedecendo aos pais, para encontrar com seus bisavós já mortos e sempre conservava com eles. A partir que completou 7 anos, a magia acaba e ele não consegue mais ter contato.


Fica a dúvida se ele conversava mesmo com seus bisavós mortos ou se tudo era imaginação, assim como seus amigos e "coisas-ruins" que conversava lá, enfim, se aquele lugar existia mesmo ou era fruto da imaginação do Chico. Mauricio gostava de histórias de dúvida se tudo aconteceu de verdade ou não, ficando o leitor a julgar da forma que achar melhor. Podia ter colocado algum personagem mais velho pra retratar esse fim da infância como Franjinha, Titi, Jeremias, mas pelo visto Mauricio preferiu o Chico por se encaixar mais em histórias desse tipo, mesmo que com 7 anos ainda ser criança na vida real.


Os traços ainda não estavam do jeito consagrado dos anos 80, estava em evolução. Nota-se pelo formato das bochechas do Chico formando só uma curva direto dos seus olhos. Eram traços típicos de gibis de 1982 e estavam em evolução até chegar ao estilo consagrado lá em meados de 1984. Muito lindo os cenários da história, É impublicável por mostrar assuntos filosóficos sérios como esse, além de mostrar Chico conversando com bisavós mortos e até mostrando o bisavô fumando cachimbo. Curiosidade de não ter mostrado nome da bisavó do Chico, só do seu bisavô Firmino e que nessa história o Chico fez aniversário em setembro, quando foi que saiu esse gibi. Os personagens não tinham data certa de aniversário na época e em qualquer mês podia ter histórias assim.


Dá para notar um caipirês bem diferente do atual, nos primeiros gibis do Chico o sotaque era bem carregado, predominando o gerúndio "-ano". A gente precisava até ler mais devagar pra poder entender melhor certas palavras. Com o passar dos anos forma mudando, seguindo um estilo mais parecido ao atual a partir de 1985. Lembrando que até 1980, a Turma do Chico falava sem caipirês porque a MSP era proibida de colocar personagens falando caipirês. Quando foi liberado, o período de 1980 a 1985 foi de experiência com o seu caipirês. Nas suas republicações, porém, o texto foram alterados para o caipirês atual, tanto no 'Almanaque do Chico Bento Nº 3' (Ed. Globo, 1988) quanto na 'Coleção Histórica Nº 2' (Ed. Panini, 2007). Enfim, um clássico muito bom que vale a pena relembrar.